Saymon a seguiu sem questionar, seus passos firmes e silenciosos ecoando pelo corredor. Claire não precisou olhar para trás para saber que ele estava ali — ela sentia. A presença dele era como um calor constante, sutil e envolvente, que percorria sua pele mesmo sem qualquer toque. Ao chegarem à sala de estar, ela parou no centro do cômodo. Seus olhos encontraram os dele com uma serenidade que contrastava com o turbilhão que escondia por dentro. — Certo. — Saymon cruzou os braços, o olhar afiado, a postura contida. — O que fazemos agora? Claire percebeu a impaciência por trás da pergunta. Para um homem como ele, habituado a controlar os minutos com a precisão de um cirurgião, desperdiçar sessenta deles sem um propósito claro devia soar como uma tortura silenciosa. Ela sorriu, quase dive

