O Silêncio do Dia Seguinte

1396 Palavras

Claire despertou com uma exaustão profunda, como se cada célula do seu corpo tivesse sido usada até o limite e depois abandonada num sono pesado e sem sonhos. Sua pele ardia de forma sutil, não de dor propriamente dita, mas daquela sensação residual que permanece após um toque intenso demais — quase doloroso, quase prazeroso, quase inesquecível. Os lençóis, ainda quentes pelo calor compartilhado durante a noite, envolviam-na como um abraço que já não trazia conforto, apenas lembranças. Ela estava nua. O tecido fino das cobertas roçava em sua pele sensível, fazendo-a estremecer levemente ao contato. Um leve desconforto percorreu sua espinha quando tomou consciência disso — e de tudo mais. O cheiro dele ainda estava por toda parte: uma fragrância amadeirada, masculina, persistente. Não era

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