Claire engoliu o comprimido com um gole d’água fria, sentindo o gosto amargo se espalhar pela garganta como uma promessa tardia de alívio. O líquido escorreu quase queimando ao descer, mas ela não se importou. Estava cansada demais para se importar com qualquer coisa além da dor física que começava a ceder. Seu corpo permanecia tenso, como se resistisse à trégua que os analgésicos ofereciam. Aos poucos, a dor muscular ia diminuindo, substituída por uma sensação mais tênue, porém igualmente opressiva: o desconforto emocional que parecia pulsar em cada pensamento m*l resolvido. Inspirou profundamente, buscando forças, e fechou os olhos por alguns segundos, como se tentasse encontrar, nas sombras atrás das pálpebras, alguma resposta que ainda lhe escapava. Precisava levantar. Precisava cont

