Quando chegaram na mansão, Saymon desceu primeiro, abrindo a porta para Claire. O toque de sua mão na dela foi firme, mas havia rigidez em seus ombros, como se estivesse segurando muito mais do que palavras. — Suba e me espere no quarto — disse, com a voz baixa, autoritária. Inquestionável. Claire apenas assentiu. Entrou na mansão em silêncio, sentindo o cansaço da noite se espalhar pelo corpo. Subiu as escadas devagar, o som dos saltos abafado pelo carpete espesso. Ao chegar ao quarto, deixou a bolsa sobre a cama e sentou-se na beira, respirando fundo. Suas mãos, trêmulas, abriram o fecho da bolsa e encontraram o cartão de Henrique. O papel n***o tinha um brilho discreto sob a luz do abajur. O nome dourado gravado em relevo parecia zombar dela. Claire passou os dedos sobre as letras,

