O quarto ainda parecia respirar com os resquícios do que havia acontecido ali. O silêncio não era vazio — estava cheio. Cheio dos sussurros abafados de prazer, das sombras dos corpos se movendo, da memória quente da pele contra pele. Era como se as paredes tivessem ouvido tudo, guardado cada suspiro, cada gemido, cada pausa tensa entre o desejo e a entrega. Claire permanecia curvada na beira da cama, joelhos trêmulos, pernas molhadas pelo suor e pela excitação que ainda latejava dentro dela. A respiração vinha em ondas irregulares, tentando se acalmar, sem saber bem se queria isso. A venda escorregara para longe de seus pulsos, e nas bochechas, marcas leves começavam a aparecer — rosa-claro, como pétalas que nascem depois de uma tempestade forte demais para ser contida. Era o único som n

