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intro-logo
Sinopse

Juliana e Luciano violaram o contrato para viver uma paixão ardente. O clima de lua de mel tinha prazo terminar.

De volta a vida normal, os dois teriam muitos problemas para enfrentar.

Será que esse amor de verão irá conseguir subir a serra?

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JULIANA - I
********************* Querida(o) Leitor(a)! Este é um livro de continuação do livro O Casamento de Alice. Ele nasceu com a perspectiva de responder aos apelos das leitoras do primeiro livro, que não satisfeitas com o final eleito por esta autora, gostariam de saber mais da história de Juliana e Luciano. Reza a lenda que quem não chora não mama, não é mesmo? Espero não precisar escrever um terceiro livro sobre esses dois, ou me tornarei uma fofoqueira oficialmente. Caso você não tenha lido O Casamento de Alice, talvez tenha dificuldade de entender algumas referências. Por isso, sugiro que comece por ele. Garanto que valerá a pena. Volto a lembrar, que esta é uma obra de ficção, não se baseando na experiência pessoal da autora, nem de qualquer pessoa de que esta tenha conhecimento, de forma que os nomes dos personagens, lugares mencionados e situações descritas não possuem vinculação com a vida real e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Beijos no coração. ******************** ❤❤❤❤❤❤❤ Depois que ele saiu, tirei a cafeteira do castigo e preparei um café para iniciar a segunda. Como irei sentir falta do café da diretoria da Lauder… Café tomado e make pronta, incorporei a pré-advogada quando terminei de vestir o terninho cinza e saí para minha escalada rumo ao sucesso. Cheguei no escritório da Prado e Sorrentino eram umas vinte para às nove. Na recepção, uma moça elegante com um sorriso educado, pediu que eu aguardasse junto com as demais, assim que mencionei o estágio. Segundo ela, nós iríamos ser chamadas em breve. Havia quatro mulheres sentadas e eu seria a quinta. Logo chegaram mais dois rapazes e a recepcionista pediu que todos a acompanhassem à sala de reuniões. O ambiente seguia a linha moderna do escritório, com móveis claros, parede de vidro jateado e uma ampla vista para a Baía de Guanabara. Às cinco para às nove a recepcionista abriu a porta novamente e trouxe consigo mais três rapazes e duas moças. Um casal, se despediu dela com i********e e, ao invés de se juntarem aos demais na mesa, foram conversar próximo a janela. Enquanto aguardava, decidi passar o tempo no celular como todos os outros. Não, eu não queria me isolar. Apenas precisava dar conta de um aplicativo com várias bolinhas verdes com números que insistiam em crescer. Havia uma mensagem de Renata me convocando para almoçar. Sim, uma convocação, porque aquilo não era nem um pedido, nem um convite. Eu estava sendo intimada a almoçar com ela, sob pena de alguma coisa. Se fosse em outro momento, ignoraria a chantagem emocional e simplesmente diria “hoje não dá!”. Mas eu estava em falta com ela e precisava me redimir. Por isso preferi remarcar o encontro com Luciano para poder conversar com ela. Deveríamos ter uma hora de almoço e eu nem estava tão longe assim, já que o escritório também fica no Centro do Rio. Respondi a mensagem, informando que ainda não sabia em qual horário eu estaria livre, mas que aguardava a indicação do local para encontrá-la assim que pudesse. Também enviei uma mensagem para Luciano, informando que eu precisava almoçar com Renata e, para deixá-lo menos chateado, prometi compensá-lo a noite. Fiquei esperando ele visualizar, mas cadê? Ter namorado ocupado, tem dessas coisas. Eu que lidasse com minha ansiedade reduzindo as bolinhas verdes do aplicativo. Ouviam-se risos baixos, mas animados. Era o casal da janela, que seguia trocando figurinha, enquanto o resto de nós aguardávamos o início do primeiro dia de estágio, lidando com o desconforto de não ter alguém conhecido para se apoiar. Não demorou muito e a advogada que me entrevistou entrou na sala com mais duas pessoas, fazendo o casal se juntar ao resto do grupo. ― Bom dia! Eu sou a Dra. Vânia Regina Prado e esses são o Dr. Miguel Passos e a Dra. Ana Cristina Valverde. Dito isso, ela parabenizou a todos por passarem no programa de estágio e se desculpou pela demora na comunicação do resultado, esclarecendo que tal fato decorria da imensa quantidade de inscritos para as vagas abertas e da dificuldade gerada para nos selecionar. Na sequência, pediu que disséssemos nossos nomes, antes de tomar a palavra novamente. Éramos doze, sete moças e cinco rapazes. Anna, que fez questão de frisar os dois enes do nome, foi a primeira a se apresentar e parecia ser a mais nova do grupo. Na sequência, da direita para a esquerda, vieram Michele, Janaína, Roberto, eu, Catarina e João Vitor, os quais compunham o casal da janela, Maurílio, Gael, Isabela e Diana. A Dra. Vânia nos informou que o primeiro dia seria apenas um bate-papo, para nos ambientarmos entre nós, conhecer a filosofia do escritório, suas normas, estrutura hierárquica e departamentos. Segundo ela, a medida servia para otimizar o trabalho dos estagiários, impedindo que nós gastássemos mais tempo tentando descobrir onde fica a máquina de xerox do que pesquisando. Além disso, problemas simplesmente evitáveis tinham sido reduzidos significativamente com essa prática. Lembrei de vários filmes de escritório de advocacia que já assisti e fiquei pensando em quantos problemas poderiam deixar de existir se todos eles fizessem isso. Mas, por outro lado, como alguém iria prestar atenção em um estagiário que faz tudo certo? A pessoa teria que ser brilhante! Tô ferrada! Ainda neste propósito, a tarde haveria uma apresentação para conhecermos os principais clientes do escritório. Segundo a Dra. Vânia, a Prado e Sorrentino prezava pela boa prática jurídica e pela atuação ética na defesa do interesse de seus clientes. Por isso, um conjunto de normas internas foram criadas para assegurar o exercício desta filosofia. Após explicarem todas as regras, fomos levados pelo Dr. Miguel para conhecer as instalações do escritório. Durante o tour, vi o Lucas pelo vidro de uma das salas. Ele estava concentrado digitando alguma coisa no computador. Nem deve ter notado o grupo passando na frente de sua sala. Dez para meio dia, eu estava ligando para Renata para podermos nos encontrar. Ela marcou em frente a um restaurante à quilo que sempre íamos. ― Oi, Rê! Como você está? ― disse assim que a vi parada na porta do restaurante. ― Oi, nada! Pode ir me contando tudo. ― Ela me abraçava com cara de revoltada. Eu ri e nós entramos. ― Você estava pensando em esconder isso de mim até quando? ― perguntou enquanto escolhíamos a salada. Respirei fundo. A ansiedade dela é pior que a minha. ― Me perdoe, Rê! ― falei e fui escolher uma fonte de proteína. Eu não queria tratar esse assunto na frente das pessoas. ― Pode parar de me enrolar, Ju! Para mim, você só mudou de prédio. Eu continuo sendo sua boa e velha amiga do trabalho. ― Não estou te enrolando! ― coloquei o prato na balança ― Vamos sentar e eu te explico. ― subimos para o mezanino em busca de mais privacidade. ― Agora conta. ― ordenou assim que sentou. ― As senhoritas desejam beber alguma coisa? ― o garçom perguntou e ela negou por nós duas, quase expulsando o coitado do estabelecimento. ― Não era para ter acontecido. ― eu inicio meu relato. ― Lembra quando você nos encontrou na cozinha tomando café? ― ela fez que sim com a cabeça ― Então… ele havia me pedido para acompanhá-lo no casamento de Alice. Eu só teria que fingir que era a namorada para tirar a Suzan do pé dele. ― Sério? Isso não combina nada com ele. Tão clichê! ― Pois é, né? ― rio. ― E você me escondendo isso esse tempo todo… ― ela estreitou os olhos enquanto ria. ― Tá. Conta o resto. ― Eu não queria aceitar, mas ele insistiu tanto que terminei concordando. ― eu ia falar do contrato, mas lembrei da cláusula de confidencialidade que eu tinha acabado de violar. Ah, minha memória traidora... ― A gente foi para Angra e dividimos o mesmo quarto. O resto você já sabe no que deu. ― Pode parar de palhaçada! Eu quero os detalhes sórdidos. ― Não tem nada de extraordinário para contar, Renata. Imagine ter que dividir o mesmo quarto, a mesma cama com um homem daquele. Não precisava ser um gênio para saber que não ia dar certo. ― Ah, safadinha! Colocou um babydoll s*x e foi deitar ao lado do chefinho com a b***a pra cima, né? Já vi tudo. ― Não aguentei e comecei a rir. ― Você é uma figura, Renata! ― Mas e agora? Vocês estão juntos? Porque você não está mais na Lauder, ele não vai precisar esbarrar em você. Por falar nisso deixa eu contar um babado muito forte. Lembra da Laís? ― Humrumm… ― Menina, ela incorporou a Carminha e fez um barraco tão grande na diretoria, que deixaria Adriana Esteve com inveja. ― olho para ela espantada. ― Eu soube que você marcou para ela passar a tarde de sexta com ele. A garota apareceu na diretoria por volta de uma e meia e deu um show. Dona Roseli estava no horário de almoço e foi chamada às pressas. Olha… ― ela faz uma pausa dramática e uma careta para acompanhar ― Uma cena de novela. Eu sei que quando eu cheguei, ela estava gritando e chorando no meio do salão te espraguejando. ― A mim? Como ela soube que eu tinha viajado com ele? ― Ela não soube. A novata não sabia da história e falou a verdade. Disse que ele não iria aparecer, pois tinha viajado para participar do casamento da irmã. Ela ainda falou que você não podia ter marcado nada naquele dia. A garota não acreditou e invadiu a sala com a novata no encalço. Ela gritava, dizia que você fez de propósito, que estava com inveja por ele não ter te comido direito. ― Renata gargalhou e eu fiquei horrorizada. ― Jesus!!! O que mais? ― Quer mais? A mulher é maluca, Ju! Disse que ia casar com ele, que eles tinham se apaixonado, que ela era especial e que fizeram amor. Selvagem, mas era amor ― ela gargalhava contando. Eu senti vergonha alheia. ― Os seguranças foram chamados e Laís gritava que eles seriam demitidos quando o Luciano voltasse do casamento. Estava se achando o último biscoito do pacote! Menina, ela disse que era a futura Sra. Lauder e seria dona de tudo aquilo ali. A confusão só acabou quando Dona Roseli chegou. A velhinha botou toda platéia para correr e fez os seguranças colocarem a garota para fora do prédio. ― Que loucura, Renata! O Luciano já sabe disso? ― Se não sabe, vai saber. ― Eu ainda não entendi como ela conseguiu chegar na Diretoria. Havia ordens para não deixar a coitada entrar no prédio. ― Coitada? Tá defendendo? Sei não, viu? ― bufou ― Então...parece que ela era loira, mas estava ruiva. A menina pode até ser escandalosa, mas tem bom gosto. O vermelho ficou lindo nela. ― Renata, eu nem sei o que dizer. ― Eu, no seu lugar, contratava um segurança. Imagine quando ela souber que você está dando para o Luciano? ― ela olhou em volta e sussurrou ― Por falar nisso, como ficou essa história de vocês? ― Ela vai achar que eu tirei o Luciano dela. Eita! ― Renata me encarava interrogativa ― Eu não sei, Renata. Ele dormiu na minha casa hoje, mas não tratamos disso. ― o olho dela brilhava e ela não conseguia conter o sorriso na face. ― Ai, Ju! Você está apaixonada, né? Dá para perceber pela sua pele. Pele de mulher que deu mais que chuchu na serra. ― eu gargalho. Que figura! ― Vamos? ― digo ― Eu preciso voltar. Só tenho uma hora de almoço agora. ― ela se levanta e pega minha comanda. ― Hoje é por minha conta, dona estagiária. ― eu tento impedi-la, mas ela se n**a e eu não insisto. Se fosse outra pessoa, eu não deixaria. Mas além de ser minha amiga, aquilo era um trocadinho para ela. Nos despedimos na esquina, porque cada uma iria para um lado. Quando eu estava chegando no prédio, meu telefone tocou. Era Ricardo.

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