― Não tenho camomila, serve cidreira? ― ela disse da cozinha. Eu não sabia a diferença, pois aquilo tinha sido só um pretexto para eu entrar. O apartamento estava “em vias de organização”. ― Esse é calmante? ― perguntei enquanto reparava a falta de forro nas almofadas do sofá. Sorri ao ver um vaso no aparador ao lado do sofá com as flores que eu havia deixado para ela com porteiro. Caminhei até a porta da cozinha. ― É para mim ou para você esse chá? ― ela havia me pegado, só me restava rir. Ela fechou a porta do armário irritada e continuou o discurso. ― Se é para eu relaxar, prefiro tomar um vinho. ― parecia irônica, mas achei a ideia fantástica. Cheguei a cogitar mandar Tomás comprar o vinho quando ela abriu a geladeira e pegou uma garrafa que estava aberta. Em uma outra porta do arm

