20 de março de 2018 Raul narrando Oito meses haviam se passado desde a morte do Igor. O tempo pareceu correr, e ao mesmo tempo, tudo parecia ter parado naquele espaço de dor e ressentimento que carregávamos. Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo, e todas muito rápidas, como um turbilhão que nos engoliu e não deu trégua. Laura ainda estava comigo, principalmente porque eu prometi para o Igor que jamais a deixaria sozinha. Era uma promessa que carregava com peso no coração, mas confesso que a convivência começava a pesar. A menina, que antes parecia frágil e inocente, estava se tornando uma sombra incômoda, uma lembrança constante do que havíamos perdido — e isso me irritava. Toda vez que ela tocava no nome de Pamela, uma raiva fria crescia dentro de mim, uma vontade absurda de acab

