1 de novembro de 2019 Laura narrando Já se passaram mais de dois anos desde a morte do meu irmão. Dois anos que pareceram uma eternidade, mas que, na verdade, passaram voando, deixando um rastro de dor, silêncio e perguntas sem respostas. Nada, absolutamente nada, foi ou voltou a ser como antes. Cada dia era uma luta contra a ausência dele, contra a sombra de tudo que aconteceu, contra a saudade que queimava no peito e o medo que nunca me abandonava. Meu sobrinho — aquele pequeno que ainda nem tinha completado dois anos — deveria estar correndo por aí, sorrindo, aprendendo a falar as primeiras palavras, enchendo a casa de vida e esperança. Mas eu não tinha ideia de onde ele estava. Nunca consegui encontrá-lo, assim como Pamela. O vazio deixado por eles era um buraco n***o, um abismo que

