Rafael Narrando Desde o dia que o desgraçado do Daniel deu a entender que tava de olho em alguém da Zona Sul, eu comecei a puxar tudo que eu podia sobre os últimos movimentos dele. O maluco já tava se afastando desde que a Elaine morreu, tava na miúda, só que eu já sentia que vinha merdä. Tinha coisa ali que não batia. Depois daquele dia no hospital, onde o Natan meteu bala na Elaine, a casa do Daniel estava cercada. Blindada. Parecia casa de deputado em época de eleição. Só isso aí já me fez desconfiar. Se ele fosse cria de verdade ou até bandidø graúdo, ia sair da área. Mas não. Ficou lá, de peito estufado, todo seguro, como se fosse agente federal. Ali eu já entendi que ele jogava pros dois lados. Só não sabia ainda qual lado era mais sujo. Eu me aproximei dele na responsa, na caute

