Elly Narrando Meu corpo ainda tava tremendo… não de frio, mas de ódio. De medo. De nojo. De tudo junto. A pørra do baile que era pra ser diversão virou um inferno. E eu ali, rasgada, exposta, me sentindo suja. Mesmo sabendo que a culpa não era minha, que o cara era um arrombado, um lixo… ainda assim, o peito pesava como se fosse. Natan colou em mim na hora, com aquele olhar que me deixa a mercer dele toda vez, mas que dessa vez só me fez chorar. Ele segurou meu rosto com força, a testa encostando na minha, me olhando fundo. — Tá comigo agora, minha preta… ninguém encosta mais, — ele falou baixo, e me puxou pra ele com força. Me agarrei no pescoço dele, igual criança com medo do escuro. A boca dele encostou na minha, quente, molhada, firme. Era beijo de homem que quer curar, que quer

