Chinelo Narrando Na moral, já tem uns minuto que meu coração tá martelando no peito que nem tamborim em dia de ensaio da bateria. Desde que a Aninha sumiu do radar, eu tô no veneno. Já mandei mensagem, liguei, chamei no zäp, nada. Sumida. E quando mina de cria some assim, sem avisar, sem nem dar um “tô viva”, é porque tem BO no ar. Eu tentei manter a marra, segurei no camarote, fingindo que tava suave, mas por dentro... por dentro eu tava igual balão cheio demais: pronto pra estourar. Foi aí que o Natan encostou. Veio na moral, com aquele olhar de quem já chegou sabendo que ia dar r**m. Veio andando firme, fez aquela cara de quem traz notícia que vai virar caô. Só de bater o olho, eu soube que o bagulho era sério. — Qual foi, Natan? Tu não cola em mim assim no baile à toa… desenrola. —

