Aninha Narrando As coisas aconteceram tão rápido que até agora eu tô tentando entender onde foi que tudo virou do avesso. Já se passaram umas quatro horas desde que aquela mulher apareceu no meu portão. E, ainda assim, minha cabeça gira como se tivesse preso ali, no momento exato em que ela arrebentou a maçaneta e apontou aquela arma gelada na minha cara. Tudo começou com a pergunta mais simples que eu podia fazer: — Quem é você? Mas ela... ela nem piscou. — Não interessa quem sou eu. Interessa pra onde eu vou te levar — ela respondeu, com aquele tom gelado que cortava mais que faca. — Você tem algo que uma pessoa quer. E se essa pessoa quer… é porque você é importante. Nem deu tempo de processar. Quando vi, já tava com a mão dela me empurrando pra dentro de casa. A arma encostada na

