Daniele Narrando Quando o Daniel caiu com o tiro, eu soube que o bagulho tinha estourado. O filho da putä vacilou feio, achou que tava no baile e não na guerra. Eu tava presa no meio do fogo cruzado, sem ter onde me esconder. A arma na mão, coração na boca, só esperando o pior. Sem muita opção, mandei uma mensagem para o cicatriz. Sem nem saber se ele ia colar, procurei um lugar e fiquei na encolha. Porque percebi que tinha homens do Daniel, parte da quadra. Do outro lado, uns caras que eu tinha certeza que eram botas. Foi num estalo o Cicatriz chegou na moral. Meu irmão, o rei da quebrada, colou com os parças dele como se fosse os fantasmas da morte. Ninguém ouviu, ninguém viu, só senti o puxão firme dele no meu braço. “Vamo sair daqui, Daniele, tá tudo cagadø!”, ele falou, voz de quem

