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Minha Salvação | Série Irmãos Laurent - (Livro 1)

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Sinopse

Em uma ponte no centro da cidade, todos passam mas ninguém tenta impedi-lo para os que vagam ali ele é apenas mais um fazendo drama com a vida. Hall está prestes a cometer suicídio mas parece que no último segundo quando seus pés já estão em posição para pularem ele é salvo por um desconhecido.

Diego Laurent é um dono de uma empresa importante, em sua rotina de ir trabalhar passando pela ponte do centro ele vê a cena mais chocante em anos: Um garoto na ponte preste a se jogar e ninguém faz nada, ele deixa seu carro e vai até à beira da ponte pegando no último segundo aquele garoto desconhecido.

Os dois homens nunca se viram na vida, mas, a partir desse evento traumático passarão a ficar cada vez mais próximos, e esse sentimento os vai consumindo até ser impossível negar que se gostam: mas viver esse amor vai ser mais difícil do que eles pensaram.

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Capítulo Um
[Hall Endres] Gritos e mais gritos. Estou no meu quarto e com a porta trancada, as paredes parecem tremer a cada grito deles. Escuto barulho de vidro quebrando e mais gritos, as cobertas já não me fazem sentir seguro como antes, a porta parece fina demais para me proteger, aprendi a lição desde cedo, se intrometer é pior do que ficar escondido. Longos minutos depois os gritos cessaram. Estão tentando abrir a porta do meu quarto e após alguns minutos tentando e vendo que eu não iria abrir começaram a dar socos na porta, meu coração palpita rapidamente dentro do peito, não consigo pensar direito, minha cabeça só pensa em fugir, para não ser pego de novo. Fecho os olhos. Penso em como seria bom voltar ao dia em que minha mãe... Que meu pai... Ou eu... — Abre a p***a da porta Endres, eu sei que você está aí, moleque! A bebida faz a fala dele ficar enrolada, mas mesmo assim está alto e claro. Agarro o lençol com força torcendo para que ele vá embora. Mais barulhos de algo que quebrando, a voz da minha mãe também se faz presente. — Deixa o menino em paz! — Ela grita. Os escuto discutindo de novo. Limpo os requisitos das minhas lágrimas e depois noto que os cortes em meus braços já sararam. Há alguns dias Nilton viu esses cortes e puxou meu braço para avalia-los, estava tão perto que eu conseguia sentir o hálito dele me sufocando e seu aperto, me mantendo ainda mais próximo, me impossibilitando de fugir. Ele mandou que eu parasse de fazer aquilo. Disse para parar de tentar chamar atenção. Nunca quis obedecê-lo e só o faço para não ter mais brigas. Mas ele não é meu pai. Meu pai morreu. Minha mãe trouxe Nilton para nossas vidas de surpresa, passou apenas uma noite com ele e quando dei por mim, ele estava morando conosco. Desde que chegou, me olhou de um jeito estranho, como se não conseguisse o porquê de eu estar ali, como um animal incomodando. Sempre existe uma razão para fazer com que uma pessoa queira fugir. Pode ser medo. Pode ser raiva. Pode até ser amor. Esses sentimentos levam as pessoas a tomarem decisões que mudarão suas vidas para sempre, ou pelo menos, por tempo o suficiente para que duas coisas aconteçam: arrependimento ou alívio. — Neste momento, sou movido pelo medo de continuar nessa casa, sou movido pela raiva que sinto da injustiça na minha vida. E espero sentir alívio. Eu quero alívio. Horas se passaram e os gritos pararam, levantei da cama e peguei minha mochila da faculdade tirando todos os materiais de dentro e colocando algumas roupas e algumas coisas mais necessárias e esperei. Minha mãe deve ter se trancado no quarto e apagado, aquele traste deve ter ido para o outro quarto. Não sabia ao certo se ele saiu ou está no sofá; contando que esteja dormindo, não ligo. A cada degrau meu coração acelera mais, não duvido que me abandone pela boca. Nunca tentei fugir de casa, a situação desde que Nilton chegou é r**m, mas eu aguentava, tinha de aguentar, porque eu ainda tinha esperanças de que tudo voltaria ao... normal? Não, nada mais é normal, de ponta a outra, tudo está de cabeça para baixo. Tive esperança, na verdade, que eu parasse de me sentir que não valia a pena sair da cama ou sequer, pensar em criar minha rotina. Via minha mãe e desejava que ela percebesse que cometeu um erro, que todos nós cometemos desde que papai morreu e, mesmo assim, eu a ajudaria, poderíamos melhorar. Por isso eu tinha esperança, porque no fundo, sabia que desejava tudo melhor de novo, por isso se chama esperança. — Onde você pensa que vai? — Ele pergunta pausadamente. — Nenhum canto. — Sei o que pretende fazer, não dou à mínima, mas saiba que se sair por aquela porta, não precisa mais voltar. Você não sabe o quanto desejo isso. Tentei sair. Ele puxa meu antebraço direito e me faz cair perto dos seus pés, ele segura meus cabelos e fala pausadamente: — Você pensa que já é adulto não? Pois bem, quero ver, vai voltar implorando para esta casa e sabe o que eu vou fazer? — Ele cospe em minha bochecha. Queima, como ácido. Já tinha sentido muita raiva dele antes, mas agora cheguei a um nível em que minhas mãos tremem, e começo a ranger os dentes, antes que ele pudesse falar eu falei primeiro: — Eu te odeio. — Chutei sua coxa e ele me larga. Seguro a maçaneta com força, meus dedos anseiam por girá-la logo, quero sentir o ar livre que está além dessas paredes, além do cheiro de bebida que emana daqui. Antes que eu pudesse notar, ele se movimenta atrás de mim, segura os cabelos da minha nuca e os puxa com força. Meu pescoço vai para trás e com isso, meus dedos escorregam da maçaneta e um gemido fica preso na minha garganta de tão surpreso que estou — ele pode até ter me xingado, pode ter me olhado como se eu fosse o pior ser humano do planeta, mas nunca tinha encostado um dedo em mim. Agora ele tem o meu pescoço na mão, e aperta até que todo o ar seja tomado dos meus pulmões. — Espera… — Tento. Sinto o primeiro soco no meu estômago. Minhas pernas cedem, mas ele continua me segurando, para acertar no mesmo lugar. Acerta pelo menos cinco vezes antes que eu peça de novo e de novo para que ele parasse. Sou colocado de lado como lixo e caio no chão, arfando, lacrimejando, tentando me levantar. Bati minha cabeça. parece que o peso da mochila triplicou. Parece que sou mais pesado do que realmente sou. Parece que levo horas para conseguir levantar. E quando o faço, não o vejo mais. Suspiro, aliviado, por ele achar que já conseguiu dar seu recado. Uma crescente vontade de procurá-lo, de machucá-lo, me tomou. Mas não precisava de mais minutos aqui. Sempre achei que quando saísse de casa, seria do melhor jeito possível. Já não posso mais crer que coisas boas acontecerão tão mais logo comigo. Ainda sinto o calor de sua mão apertando minha nuca e seus dedos grossos apertando meu pescoço, ainda sinto o cheiro de bebida que ele emanava quando falava... ainda sinto o medo em minhas entranhas correndo-me pouco a pouco mesmo estado a quilômetros longe daquela casa dos horrores. Andei algumas ruas que não conhecia e comecei a começar a ficar desesperado. Então andei mais rápido quando via alguém vindo à minha direção. Só parei quando cheguei em uma rua m*l iluminada onde tinha alguns moradores de rua. Não queria ficar ali. Segurei as alças da minha mochila com mais força e continuei a andar, metros depois, vi a luz de um posto de gasolina. Os banheiros ficavam ao lado da conveniência. Entrei no banheiro masculino e peguei um casaco e o vesti. Quando saí percebi que alguns funcionários estavam olhando para mim, mas não liguei, eu precisava continuar a andar mesmo com receio, mesmo sentindo que estava sendo seguido ou de que a qualquer momento alguma coisa logo aconteceria. Será que minha mãe... não. Lógico que ela não vai sentir minha falta, por meses eu tentei ter pelo menos metade de sua atenção, claro que ela trabalha, mas parece que todo o seu tempo se resume em bebida, trabalho e tristeza. Não quero pensar tanto nela, pois sei que se pensar, vou querer voltar. Ainda a amo. Ainda sinto que o alívio está distante. Vago por horas. Lojas fecham, as ruas vão ficando cada vez mais vazias. Minhas pernas começam a doer, começando pelo calcanhar, depois, a batata da perna e logo o meu corpo todo implora por um descanso. Arrisco olhar as horas no celular e percebo que está perto da meia-noite. Procuro saber onde estou, também. Meu GPS diz que estou perto da faculdade; logo entendo, já que não sabia para onde ir, só precisei confiar que minhas pernas me levariam onde eu quisesse. A faculdade era distante de casa, mas não percebi que era para cá que eu seguia por entre aquelas ruas que nunca prestei atenção quando pegava o ônibus. Sei que há um amigo meu que mora aqui perto. Mordo o lábio. Não queria mandar uma mensagem agora, mas estou sozinho na rua, com fome e cansado. Posso me permitir ser desesperado. “Oi, acordado? Preciso de ajuda. Estou perto da sua casa” Espero que ele responda — o que, ainda bem, acontece apenas cinco minutos depois. “O que rolou?” Não tenho disposição para explicar, sequer mandar áudios. Pergunto se posso aparecer na casa dele logo. Quando ele responde que sim, eu ando depressa. Nicholas é meu amigo desde que começamos a faculdade de administração, nossa amizade foi instantânea ao falarmos sobre alguns filmes e séries. Passamos a conversar mais por fazermos sempre alguns passatempos juntos e ajudar um ao outro nos trabalhos. Chego a uma casa com um portão marrom aberto. Tem alguém me esperando, olhando o celular, mordendo o lábio nervosamente. Quando levanta a cabeça, percebo que é Nicholas. Ando mais depressa e quando paro à sua frente, respiro aliviado pela primeira vez na noite. O abraço. — Cara — ele diz me abraçando de volta — o que aconteceu com você? Não sabia até onde eu o considerava íntimo. Gosto de Nicholas, mas nunca conversamos sobre nossos problemas. Excluímos essa parte porque quando nos víamos, conversávamos mais sobre a faculdade e sobre coisas bobas. Eu sequer sabia que ele tinha um gato — que está me olhando, parado aos seus pés, querendo atenção. — Eu preciso de um lugar para dormir essa noite. Seus pais se importam? Posso falar com eles se você quiser. — Acrescento depois e depressa — Por favor. Nicholas deve ver o desespero estampado no meu rosto, pois concorda rapidamente e me deixa entrar. Espero ele fechar o portão no cadeado de novo e entramos em sua casa. Está silenciosa e com apenas uma luz acesa — a do banheiro, imagino eu. — Seus pais… — Relaxe — ele corta —, eles não estão. Sorte sua, Halls. Sorrio. Ele adora me chamar de Halls por causa da pastilha. Coloco a mão no estômago, sentindo as dores que os socos de Nilton me causaram. Tento não contrair. Tento sequer demonstrar que sinto algo além de felicidade, afinal, achei um lugar para ficar. — Que horas eles chegam? — Ah, pela tarde de amanhã. Foram visitar minha avó no interior. Você vai dormir no meu quarto, tá? Posso colocar uma rede. Assinto. Não me importo onde vou dormir, contanto que eu esteja seguro. Nicholas me arrumou lençóis limpos e uma almofada. Mas não consigo dormir com ela, por isso a coloquei no sofá de volta. Deitei-me e fiquei encarando as telhas do teto, e me perguntando se em algum momento vou mandar alguma mensagem para minha mãe. Procuro em meu âmago a vontade de voltar para casa, a vontade de pedir desculpas por ter fugido e, principalmente, a coragem para essas coisas. Tudo o que encontro, infelizmente, é um turbilhão de sentimentos que parecem mais como granadas, explodindo e explodindo. Sei que não posso culpar minha mãe de tudo de r**m que acontece na minha vida. Nem tudo. Quando papai morreu, ela afundou, parece que depois de enterrá-lo, sua alma saiu do corpo por alguns dias em que ela só conseguia comer poucas coisas, beber água raramente e só ficar na cama. — Eu tinha me tornado o que minha mãe já fora. Depois disso, as coisas entornaram. Minha mãe se levantou, comprou uma bebida e se dedicou a esconder quando bebia. Agora não faz mais questão de esconder que bebe quase todos os dias. Ela vai ao trabalho todos os dias, pelo que sei, depois chega em casa, faz o que deseja fazer, bebe, grita, dorme. Às vezes saí por algumas horas, mas sempre volta. Pedi algumas vezes que ela parasse, mas não adiantava, então não pedi mais. Foi me distanciando da minha mãe — falando apenas o necessário, evitando encontrá-la quando chegava em casa, fazendo tudo escondido para que ela não me perguntasse nada — foi que eu percebi que estava começando a ficar sonolento, letárgico, nervoso, aflito com tudo. Por um momento, achei que fosse enlouquecer com a torrente de sentimentos que eu sentia por minuto e pelo modo como eu achava que estava prestes a enfartar. Havia dias em que eu me sentia mais cheio do que um balão, havia dias que eu estava sem nada, quieto como à noite, procurava me animar, mas… era esforço demais para uma coisa que deveria me ocorrer sempre. Sou branco, estudo, tenho uma casa, eu conhecia meus privilégios, eu sabia o meu lugar. E mesmo assim… Não posso afirmar que era feliz o tempo todo. Isso ocupou minha mente por dias e por esses dias, não falei com ninguém. Foi sufocante ter apenas que escrever tudo em um pequeno caderno, uma espécie de diário, como consolo. Olho para as telhas, realmente as enxergando agora. Eu não queria ter vindo à casa de Nicholas e com certeza não queria estar o preocupando. Na verdade… Não sei o que quero há um tempo. Não sei nomear esse evasivo e gigantesco nada dentro de mim. Se parece com um tornado, que vai sugando tudo e fazendo tudo ser amaçado até ser reduzido a **. Meus sentimentos são ** e não consigo fazê-los renascer. Respirando ou prendendo a respiração, a sensação parece a mesma. Acordei cedo, na verdade não dormi. Nicholas fez café e eu tomei, ele perguntou milhares de coisas e só dei respostas vagas. Problemas em casa, disse, coisas minhas, rebati. Ele não iria conseguir arrancar a verdade de mim tão facilmente. Ainda o conheço, Nicholas é muito bom, não tardaria a ligar para minha para dizer que eu estava na sua casa. Por isso eu tratei logo de agradecer e sair, dizendo que talvez faltasse alguns dias para ir à faculdade já que tinha que resolver algumas coisas primeiro. Comecei a andar logo para sair logo daqui. Passei por praças, parques, lojas, casas e prédios. Ainda está muito cedo, o sol é apenas uma suposição, suas cores no céu são laranja e rosa. Deve ser cinco e meia agora. Meus pés já estão cansados e com calos, aposto. O gosto do café ainda está em minha boca e eu cuspo, apenas para me livrar daquele gosto amargo. Até perceber que o gosto nunca sairia da minha boca. Até perceber que eu estava cansado demais para continuar. Não só a andar, quero dizer. Existe um tipo de cansaço que não afeta só seu físico. Existe aquele que afeta sua mente, e o sinto agora, escorrendo sobre minha cabeça até meus ossos, denso, escorrendo lentamente e me fazendo querer sentar-se no asfalto da ponte. Sento-me, na verdade. Coloco minha cabeça entre os joelhos e deixo que o vento da manhã me acompanhe nas respirações. Quando olho para o céu de novo, percebo que as nuvens estavam cinzentas, uma garoa começou. A recebi no rosto. Então percebi. Eu queria tanto, tanto, tanto sair desse estado de letargia. Eu parecia estar congelado no tempo, parecia sentir apenas a mesma coisa que sentia quando meu pai morreu e um pouco mais. Acabo olhando para os lados e espero alguns carros passarem pela pista onde estou, minha cintura bate contra as barreiras da ponte, que, estão ali apenas de enfeite já que não impedem ninguém de pular de verdade. Qualquer um poderia… Pular. Qualquer um poderia pular. Fui para a ponta olhei para baixo e senti o vento gélido soprar no meu rosto. Me coloquei em cima dos ferros, os ferros são da largura dos meus pés o que me deixa estável sem perigo de escorregar, mesmo com a chuva. Respirei fundo, várias vezes, minha mente fala para que eu faça logo isso, que nada vai mudar mesmo, ninguém vai sentir minha falta... Joguei minha bolsa para trás no chão e olhei novamente para baixo vendo o mar calmo., arrastei a ponta do meu tênis naquele ferro, como se brincasse, como se brincasse com a morte, tentando enganá-la sobre se realmente pularia. Meus lábios se repuxam em um sorriso quando penso nisso. Acho que é o único poder que temos: decidir que hora queremos partir. Foi pensando sobre isso que senti meu casaco de tecido fino ser puxado com força para trás, o tecido rasgou, mas conseguiu me levar para trás e bater no corpo de alguém que me segurou com tamanha força que me fez perder o ar. Não ousei olhar para a pessoa que me puxou. Sinto apenas sua respiração na minha cabeça o que prova que além de forte, a pessoa também é muito alta. — Você... Está bem? — A voz da pessoa, do homem, está áspera. Parecia que ele queria falar ao mesmo tempo em que se controlava para não gritar. O que responder? Sim. Não. Não sei. — Por quê? Silêncio. — Não podia deixar você fazer o que pretendia. — E porque não? — Olhe para mim. Virei-me para vê-lo. — Onde você mora? Posso te levar... — A voz dele era fraternal. A voz de um pai que encontrou outra criança perdida por aí e concluiu que se perdesse o próprio filho iria querer que alguém o levasse para casa. A simples menção de me levar para casa fez meu torso doer onde fui acertado, um lembrete. Livrei-me do aperto dele e me afastei dois passos, estávamos muito perto. Olhei desesperado para os lados, apenas alguns carros na via contrária passavam. Olhei para minha bolsa jogada no asfalto, depois de pegá-la rapidamente olhei para ele. — Não precisa obrigado. — Então corri. — Espere! Ei! Não ousei olhar para trás. Corri o mais rápido que consegui, mesmo na direção contrária procurei becos na qual entrar e continuar a correr. A cada passo eu sentia a necessidade de vomitar. Quando meu peito começou a arder e meus pulmões pareceram ter chamas em vez de ar, eu parei. Parei e respirei. Olhei ao redor. Eu o havia despistado, eu havia corrido em outra direção, consequentemente mais perto agora da casa de Nicholas de novo. Fiquei encostado na parede de uma casa e ignorei os latidos de um cachorro que me farejou. Eu simplesmente não conseguia parar de pensar: O que eu ia fazer? — Mesmo sabendo o que estava prestes a fazer e, Quem era aquele? — Porque, de verdade, eu queria saber quem era. Sinto o aperto dele ainda no meu braço, forte e parecendo ferro. Parecia que não queria me soltar. E a voz dele… Era rouca, era hipnotizante quanto seu rosto. Balancei a cabeça. Fechei os olhos por um momento. Eu teria que pensar no que fazer — de novo.

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