P.O.V (Seu nome)
Hoje minha mãe me acordou cedo, disse que tinha que trabalhar e voltava só no outro dia na parte da tarde. Eu só concordei e virei para dormir de novo, mas ela não deixou. Fui me arrastando para o banheiro, tomei banho e fiz minhas higienes.
Me vesti com qualquer roupa e me deitei no sofá.
P.O.V OFF
Mãe: Minha filha, você está morrendo? Avisa logo que já te levo para o hospital. — Ela disse sarcasticamente.
Eu: Só tô com sono, mãe! — Eu disse se sentando.
Mãe: Deixa para dormir mais tarde... vem me ajudar a levar as roupas sujas para a lavanderia! — Ela colocou um cesto médio no chão e pegou um grande e levou para a lavanderia; peguei o que estava no chão e segui...coloquei do lado da máquina.
Depois de fazer vários favores à minha mãe, eu fui liberada para ir cuidar da minha árvore...cuidei dela e depois das outras flores.
Quer ajuda? — Me virei para ver quem era. Automaticamente meus olhos se encontraram com os de Rafael. Eu sorri.
Já terminei...Obrigada! — Eu disse gentilmente.
Ok, da próxima eu chego mais cedo... Ei! Eu vim te chamar para ir brincar na piscina comigo. — Ele disse animado.
É que eu...Não gosto de usar biquini e não sei nadar. — Eu disse envergonhada.
Eu tenho boias...E eu vou ficar de sunga...não gosto, mas eu vou para me divertir e não me mostrar para os outros. — Ele disse seriamente.
Nossa, obrigada pelo belo coice, Rafael! — Disse irônica.
De nada! — Ele disse entre risos. Dei um tapa no braço dele e disse para ele ir na frente que eu iria falar com minha mãe.
Vesti meu biquini, coloquei um vestido por cima, peguei minha toalha e saí descalça para casa de Rafael. Toquei a campainha, a mãe dele atendeu. Ela era bem legal, perguntou logo se eu iria querer biscoito caseiro e eu disse que sim. Ela me disse que era só eu esperar alguns minutos. Assenti, e Rafael desceu só de sunga e eu comecei a rir.
O que foi? — Ele fez cara de bravo.
Você está parecendo uma lombriga! — Eu disse entre risos.
Obrigada! Agora sua vez, vai lá! — Ele disse estressado. Fui ao banheiro e só tirei o vestido e desci.
Eu fico até que legal. — Eu disse.
Além de não ter p****s e ter as pernas finas...Fica legal! — Ele disse me caçoando. Eu revirei os olhos e ele me puxou para o quintal.
Peguei a bóia (eram aquelas que se colocavam no braço) e caímos na piscina. Ele me deu vários sustos, brincamos de vôlei por um longo tempo, saímos da piscina e ficamos sentados na borda.
Ele entrou para pegar o celular, e eu sem querer deixei o protetor solar cair dentro da piscina. Entrei lá, mas as bóias não me deixavam mergulhar...fiquei com um pouco de medo porque o protetor era da mãe dele.
Tá, você vai lá no fundo, pega e depois é só boiar e voltar pra borda! Você consegue! — Eu disse a mim mesma.
Me agarrei à borda, tirei as bóias, e me soltei. Consegui mergulhar, e peguei o protetor. —Mas só tinha um problema: eu não sabia boiar de barriga para cima, e quando eu tentava me mover, eu afundava. Fiquei com medo. Meu corpo cansou, não sei como, e comecei a afundar. Eu me debatia na água, tentava voltar, mas não conseguia...Até que não consegui mais prender a respiração; Água entrava no meu nariz e boca, meus olhos queimavam, e comecei a perder o controle do corpo. Minha visão ficou turva e não consegui ver mais nada.
P.O.V Rafael
Eu deixei a (Seu nome) me esperando na borda da piscina, e fui pegar meu celular. Não consegui achá-lo, depois de uns 2 minutos eu lembrei que estava no carro da minha mãe. Peguei as chaves e revirei tudo.
Achei meu celular e algumas balas de goma. Peguei tudo, tranquei o carro e voltei pra casa...
Minha mãe me pediu ajuda com os biscoitos. Nós dois fomos até a piscina, mas a (Seu nome) não estava lá...
Procuramos ela pelo quintal todo, mas ela não estava. Até que eu resolvi olhar na piscina. Ela estava lá no fundo, parada e com os olhos fechados. Pulei na piscina e peguei ela pelo braço, a levei de volta para a borda e minha mãe a pegou no colo. (Seu nome) não respirava. Sua boca estava muito roxa e sua pele muito pálida. Eu fiquei muito assustado e em choque.
Minha mãe fez massagem cardíaca e respiração boca a boca. (Seu nome) acordou e começou a vomitar...
Achei que depois disso estaria tudo bem, mas ela desmaiou de novo e novamente ficou sem respirar. Minha mãe pediu pra eu pegar as chaves do carro e a bolsa dela, eu obedeci e corremos para o carro, fui no banco de trás com (Seu nome) deitada com a cabeça nas minhas pernas. Ela continuava pálida e imóvel; chegamos rapidamente no hospital, mas eu fiquei no carro. Eu estava só de sunga e não tinha percebido isso... minha mãe entrou com ela. Por sorte achei um short e uma havaiana jogados no chão do carro, vesti e calcei a havaiana.
Consegui passar correndo dos seguranças e olhei em todas as salas, mas elas não estavam lá. Até que cheguei no segundo andar e vi alguns médicos entrando em uma sala e os segui. Vi minha mãe um pouco afastada falando ao celular e depois vi (Seu nome) deitada na maca, eles estavam reanimando ela com aqueles aparelhos que dão choque...Eles tentaram por alguns minutos, mas nada aconteceu...então eles desligaram aquela máquina e saíram, minha mãe começou a chorar ...Percebi logo que (Seu nome) não resistiu...Eu cheguei perto dela e peguei sua mão, coloquei meu rosto entre seus cabelos molhados e comecei a chorar.
Ei, princesa Peach... Eu sei que você ainda está aí...Você pode me ouvir! Não é sua hora, seu lugar ainda é aqui... Comigo e com o Alan. Você é uma guerreira, você sempre foi forte e durona. Sempre conseguiu tudo que queria! – Minha garganta ardia a cada tentativa de conter o choro – Lembra, quando você estava na 4ª série e eu na 5ª? ... Eu tinha esquecido meu lanche e você dividiu seu bolinho comigo? Nós ainda continuamos com fome. Eu nunca me esqueci...E que você deu uma surra num dos valentões da 6ª série só porque ele roubou meu dinheiro... – sorri, fraco – Você foi a única menina que eu realmente me apeguei de um jeito inexplicável. Volta, por favor! Por mim e pelo Alan... Mas se quiser ir, vá...Mas saiba, que nós te amamos muito e que você sempre vai ser a minha princesa...
— Dei um beijo na testa dela, minha mãe viu toda a cena, ela continuou chorando, a Mãe da (Seu nome) chegou e começou a chorar e entrar em desespero, eu me afastei e sentei no canto da sala.