Eu tô apaixonada?

997 Palavras
 Sementes! Me ajuda a plantar? — Eu disse entusiasmada.  Claro! — Cavamos um buraco e jogamos a semente, começamos a tampar o local, até que a mão dele fica sobre a minha, achei que ele ia tirar, mas ele não fez isso...Me olhou e sorriu, eu sorri de volta.  Olha... Eu tenho que te dizer uma coisa... — As bochechas dele coraram.   Que sua mão está sobre a minha? — Eu disse rindo, e ele tirou rapidamente. — Eu peguei o regador e comecei a umedecer a terra. Senti que Rafael me olhava, quando virei meu rosto para conferir, ele disfarçou, soltei um sorriso de lado, terminei, e olhei para ele. Dessa vez ele não me escapou. Estava mesmo me olhando. O sorriso dele ficou largo, seus olhos azuis brilhavam ...Eu nunca parei para repará-lo. Rafael é tão perfeito! Levantei-me, e ele também. Fomos lavar as mãos, Rafael já ia embora, mas eu pedi para ele esperar um pouco.   O que você ia me falar? — Perguntei curiosa.  N-nada...Coisa boba! — Ele ficou sem jeito.   Fala, pleaseeee! — Fiz uma carinha fofa.  Ah, nananinanão! nem vem com essas suas fofuras...você fica parecendo uma coruja velha! — Ele riu, eu também queria rir, mas me segurei e fiz cara de brava.  Melhorou! — Ele suspirou.  Chato! Vai embora! — Eu disse com um sorriso bobo e dei um tapa nele de leve.  Ain! ok, eu vou, Baby! — Ele fez pose sedutora e eu ri. Depois de uns minutos discutindo sobre caretas, ele foi embora...Fiz todas as minhas obrigações (atividades, tomar banho, arrumar o quarto...etc..) e fui dormir.  ~    Fui acordada de madrugada com barulhos na minha janela. Eu nem olhei fui logo abrindo, e um grão acertou minha testa. Eu olhei e era Rafael.   Aii Rafael! — Eu passei a mão na testa.  Ops ...Desculpa...Vem aqui! — Ele disse baixo e olhando para os lados como se estivesse fugindo da polícia.   Eu desci devagar e fui até ele.  Você está maluco? Olha a hora, e não tem ninguém acordado além de nós! — Falei brava.  Desculpa...de novo, é que eu recebi uma carta do Alan! E eu queria ler com você. — Ele me mostrou, e nós nos sentamos debaixo de uma árvore que tinha no jardim em frente minha casa, peguei a carta e abri, então começamos a ler.   ~ Carta ~   Oi !            Sinto saudades de vocês.   Arrumei novos amigos aqui, minha mãe está esperando um bebê, e é menino!   Tá, não gostei muito da ideia, porque já basta minha irmã.          Enfim, vocês devem estar altos e diferentes...Eu não cresci muito, ainda... Aqui nos E.U.A é legal, algumas coisas são diferentes e estranhas.   Estou apaixonado por uma menina, ela nem me dá muita bola.  E é popular...Um dia eu levei um fora dela por ser nerd e meio m*l arrumado...Fiquei triste, mas superei.  Ela me lembra você, Pipitchu!          Rafael, espero que você trate de fazer alguma rede social para nós nos falarmos, porque conversar por carta é um saco.           Um dia desses eu estava olhando nossa foto, era tão bom naquele tempo...Sinto falta de levar tapas da Pipitchu e ser companheiro de surras do Rafael.   Logo, logo estarei de volta aí no Brasil, espero nos encontrarmos e sairmos para nos divertir.         Então... É isso. Até mais! ~        Nossa! Ele demorou 4 anos para enviar uma carta e ainda se amarra em uma menina que é chata... Tô nem vendo o quanto ele vai se dar m*l. — Eu disse querendo rir. — Olhei pro Rafael, e ele estava sem expressão.        Pois é!  —Rafael fez careta. Então...  — Eu disse. Vamos fazer uma rede social! — Ele disse alegre. Acontece que eu não tenho internet, celular ou computador. — Eu disse desanimada. Mas eu tenho celular e internet! Eu faço um e a gente fala com o Alan, juntos! — Ele sorriu. Ok, vou voltar para casa...se não minha mãe me mata! — Eu me levantei, e Rafael também. Eu comecei a andar e ele puxou meu braço com brutalidade, o que me fez voltar pra trás sem nenhum controle do meu corpo, vi uma luz passando muito rápido, e eu caí em cima de Rafael com todo o meu peso. Ele fez um * Ugh! *. Quando me dei conta, quase fui atropelada  Droga! — Eu estava sem forças pra levantar-me, fiquei muito nervosa e trêmula. Eu olhei pra cara do Rafael, e ele estava vermelho com uma careta de dor.  Obrigada...E desculpa... — Eu fui me levantar e ele não deixou, puxou minha cintura e eu olhei pra ele com cara de * O que?*.   De nada... Que tal um selinho?   Eu ri, me aproximei devagar e em poucos segundos, nossos lábios estavam se encostando. Demorei uns 5 segundos para descolar, eu saí de cima dele e me deitei no gramado, tentando me acalmar do susto. Gostei dessa retribuição! — Rafael me olhou sorrindo. Idiota! Cara, como eu não escutei o barulho do carro? — Eu disse com a mão no rosto. Também me pergunto isso!  Mas tudo bem, já passou... — Rafael disse aliviado. Eu respirei fundo e fechei os olhos. Você é meu Super Mário! — Eu disse com um sorriso, e Rafael gargalhou. E você, a minha Princesa Peach! — Rafael disse com um sorriso bobo. Nos encaramos. Os olhos dele ainda brilhavam, pareceu que tudo em minha volta parou, estando só eu e Rafael ali... O sorriso dele era tão perfeito, seu cabelo com um topete que quase nunca saía. Realmente...Tudo nele é perfeito. Acho que estou apaixonada.  É! — Eu disse ainda sorrindo.  Rafael! — Alguém grita.  Nos levantamos rapidamente. Era a mãe dele, toda bagunçada e com um pijama estranho. Rafael fez uma cara de *tô ferrado*, se despediu e saiu. Eu corri pra minha casa, entrei no meu quarto e me joguei na cama.  É, eu tô apaixonada...Merda! — Disse a mim mesma, arrependida e feliz ao mesmo tempo... Não demorou muito para pegar no sono.  
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