Capítulo 4

1629 Palavras
Malu narrando Voltei para o Brasil sabendo que o cara que eu amo em poucos dias iria se casar é muito torturante. Eu acreditei em suas promessas, acreditei quando ele me disse que um dia eu iria me casar comigo, afinal, ele foi o meu primeiro e único homem. Mas não, a bruxa da mãe arrumou um jeito de que isso não acontecesse, velha nojenta, vivia implicando comigo. Meu celular não parava de chegar mensagens do Luigi e não parava de me ligar. — Pode atender se quiser, eu não me importo.– desliguei meu celular e joguei na bolsa. — Não é ninguém importante.– ele riu de lado, foi aí que eu comecei a reparar nele. Ele é muito bonito, moreno, com barba, músculos definidos, e super alto, ele tem uma cara de safado, seu rosto tinha uma modelagem perfeito, seu olhos negros como duas pérolas, tinha o braço esquerdo todo coberto por tatuagem que dava todo charme nessa perfeição de homem. — Tudo bem você?– eu pisquei algumas vezes.— Você não me disse o seu nome.– ele falou assim que o carro parou no sinal. — E nem você disse o seu.– ele sorriu abertamente, que sorriso lindo. — Meu nome é Guilherme; — E o meu é Maria luiza.– ele virou a cabeça e me olhou. — Lindo o seu nome, acho que eu vou precisar demais pra te achar no instagram.– ele piscou pra mim, tenho certeza que eu fiquei corada. — É mais eu te achar, gato desse jeito fica difícil esquecer.– ele abriu um sorriso lindo, só então eu me dei conta do que eu falei. — Não precisa ficar com vergonha, você também é linda.– a minha cara já estava queimando de tanta vergonha que eu estava. — Chegamos.– ele parou o carro num beco. — Obrigada pela carona e por não me matar também.– quando eu ia sair do carro, ele se aproximou e puxou colando nossos lábios, eu ansiava por aquele momento ele beijava de uma forma quente, enlouquecedora, seus lábios estavam quentes, macios. Ele me puxou me fazendo sentar em sua colo, suas as mãos passeavam pelo meu corpo, era um misto de adrenalina, ele retirou a boca da minha, começou a beijar meu pescoço, meu corpo se arrepiou quando senti seu pênis crescendo, como eu queria sentir esse homem de dentro. — Melhor a gente ir pra outro lugar antes que eu te f**a aqui mesmo.– ele falou com uma voz rouca que fez se derreter, mas então eu vou voltei pra realidade. — Eu preciso ir.– saí do colo dele me sentando no banco de carona, ajeitei minha roupa e de canto de olho vi ele arrumando o p*u dele. — Vou te ajudar com as malas, tem certeza que você vai ficar bem?– confirmei com a cabeça, saímos do carro. — Eu moro aqui perto, pode ficar tranquilo e mais uma vez obrigada.– ele sorriu mais uma vez. — Não vai mesmo me dar o seu telefone.– eu neguei rindo e quando eu menos esperei, ele me imprensou no carro beijou novamente, nossas línguas dançavam numa única sintonia, parecia que nossos lábios foram feitos um para o outro, ele parou o beijo, eu abri os olhos vendo aquele homem me olhando tão intensamente.— Isso é pra você não esquecer de mim, malu.– com certeza eu não iria esquecer, principalmente da sua voz pronunciando o meu nome. — Tchau guilherme.– ele se afastou, fui pra calçada, ele entrou no carro e saiu cantando pneu. Na mesma hora que eu peguei meu celular e liguei pra minha madrinha dando a minha localização. Não demorou muito o tio Dido chegou pra me buscar. — Tá perdida mini ruivinha.– ele me chamou pelo meu apelido de infância. — Só um pouquinho.– ele veio ao meu encontro e levantou do chão.— Como tu cresceu, p***a tá igualzinha a tua mãe.– ele colocou as malas no carro.— Teu pai vai surtar, c*****o já estou até vendo n**o vai cair matando em cima da princesinha da Rocinha.– meu tio Dido era casado com a minha dinda Jô, mas eu me lembro que eles sofreu pra conseguir casar com ela. — Como estão as coisas lá na Rocinha?– ele foi o caminho contando as fofocas, ele é um tremendo fofoqueiro, mas também né é casado com a dona do salão mais top da Rocinha, fica difícil não ser fofoqueiro. — Sua mãe deu umas porradas numa mina lá que chamou teu irmão de viadinho.– meu sangue esquentou, não aceito que falem do meu irmão. — Quem é essa mina?– eu já ia subir a Rocinha na intenção dela. — Sossega aí pinscher raivoso, seu pai já deixou a mina careca.– eu amei ouvir isso. — Meu pai nunca erra, ele faz de tudo para defender a família.– ele concordou com a cabeça, não demorou muito chegamos na Rocinha. Por aqui não mudou muita coisa, só reparei que a segurança tinha sido redobrada. — Aumentaram a segurança Dido?– ele ficou sem jeito. — Não, tá tudo igual cenourinha.– ele voltou a olhar pra frente, eu sabia que ele estava mentindo.— Mais tarde eu passo aqui pra nós ir pra maré.– eu revirei os olhos.— Colfoi, hoje é o aniversário dos gêmeos e tu não vai?– joguei a cabeça pra trás, tinha esquecido do aniversário da Isa. — É claro que eu vou, que horas vocês vão?– ele falou que passaria aqui 21h em ponto, eu falei que estaria arrumada. Os meninos da segurança me ajudaram com as malas, assim que eu entrei, avisei a minha mãe que já estava em casa. Coloquei meu celular pra despertar, e me joguei na cama. Exatamente às 21h da noite, minha madrinha estava me enchendo de beijos no banco de trás do carro do Dido. — Olha como ela tá linda, meu Deus tá igualzinho a sua mãe.– ela falou me admirando. — Eu já disse que o JJ tá fudido, que vai ter pivete querendo a princesinha da Rocinha, não tá no gibi.– eles estavam me deixando sem graça. — Ai gente, para...– neguei com a cabeça. — Fiquei do que rolou lá na Itália.– minha dinda falou baixinho pro Dido não escutar. — Nem tudo é como queremos.– dei de ombros. — Você é gata, daqui a pouco arrumar um boy mil vezes melhor.– ela falou tentando animar. Seria um pouco difícil encontrar alguém melhor que o Luigi, mas se bem o boyzinho que me deu carona, tinha uma pegada filha da p**a. — Assim espero dinda...– conversamos o caminho inteiro, quando chegamos na entrada da maré foi a mesma coisa, o Dido teve que abrir todas as janelas. Até identificador de mental eles passaram no carro e só depois da revista que eles liberaram o carro. — Pelo visto o negócio está tenso aqui.– o Dido se manteve calado. Resolvi não falar nada, mas eu vou perguntar pra minha mãe o que está acontecendo. Quando chegamos na quadra onde seria a primeira festa dos gêmeos, no mês que vem seria a festa oficial. O Dido nos conduziu direto pro camarote, assim que eu subi fiquei estática quando o vi o boyzinho de mais cedo, ele também parecia bem surpreso em me ver. Mas eu nem tive tempo de nada, minha mãe veio feito louca e me abraçou bem forte. — Meu Deus, como está linda minha princesa.– ela me apertava forte. — Mãe, a senhora está me sufocando.– ela soltou um pouco e eu puxei o ar. — c*****o, tô fudido.– meu pai parou ao lado da minha.— Olha isso Samurai, sua afilhada vai dar trabalho.– meu pai me deu mais abraço apertado me tirando do chão. — Mais uma pra me deixar de cabelo branco mais cedo.– meu dindo me abraçou e logo depois foi a vez da minha dinda Lica. Depois que todo mundo me abraçou e paparicou, finalmente eu consegui ir falar com as aniversariantes, primeiro eu falei com o Daniel, que como de praxe falou que eu estava gostosa, esse Dani não tem jeito. — Parabéns à morena mais linda desse mundo.– abracei a minha amiga. — Eu já estava com raiva de você, achei que tinha esquecido do meu aniversário.– ela ficou bem emburrada. — Jamais esqueceria o dia mais importante da sua vida amiga, pra você.– entreguei o presente pra ela. — Depois eu abro amiga, vem vamos dançar.– ela me puxou pra perto da grade.— Daqui a pouco o L7 vai cantar.– ela falou toda animada. — Amiga, quem é o cara que tá conversando com o Dani?– ela olhou pra trás. — É o Guido amiga, não se lembra dele.– eu neguei com a cabeça, ela fechou a cara quando viu a Duda indo na direção.— A Duda não perde tempo, vai ficar igual uma mosca varejeira em cima do meu irmão.– olhei a cena de longe, ela falava no ouvido dele algo que ele se animou. Como se ele soubesse que eu estava olhando, ele virou a cabeça pro lado e ficou me olhando. Ficamos nos encarando, mas logo eu desviei a minha atenção pro palco quando o DJ anunciou o L7. L7: Boa noite rapaziada, em primeiro lugar feliz aniversário Isa e Dani... Antes de subir aqui, um carinha apaixonado me pediu uma forcinha, eu como sou a favor do amor resolvi ajudar.– ele virou pro camarote.— Isadora, essa música é pra você...
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