Capitulo 39

1270 Palavras

Quando finalmente cheguei na minha rua, no subúrbio que eu tanto lutei para transcender, o cenário tinha mudado drasticamente. O trator de demolição, que antes pairava como uma b***a de metal pronta para devorar a minha infância, tinha sumido. Não havia mais poeira em suspensão, nem o som de motores pesados, nem os cães de guarda de terno, nem o Rocha com seu olhar de carrasco medieval. O silêncio era absoluto, mas era um silêncio que fedia a suborno, a corrupção e a poder absoluto. Daniel Bittencourt já tinha começado a sua "limpeza" de terreno. Ele já tinha agido como o "salvador" daquela vizinhança, comprando a paz com a mesma facilidade com que comprava ações na bolsa. Empurrei o portão de ferro enferrujado com a força de quem carrega o peso de uma condenação perpétua e entrei na casa

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