CAPÍTULO 31 CECÍLIA NARRANDO Saímos da boutique com sacolas demais para alguém que dizia não precisar de nada. Sophia estava praticamente saltitando ao meu lado. — Eu m*l posso esperar pra hoje à noite — ela disse, segurando meu braço. — Você vai arrasar. — Eu não estou indo para arrasar. — Está indo para ser observada. O que dá no mesmo. Revirei os olhos. Ela parou antes de atravessar a rua. — Eu vou chegar cedo. Quero ver a entrada dele. E a sua reação. — Você é impossível. Ela riu e me abraçou. — Até mais tarde, Cecília. Observei ela se afastar, leve. Sem o peso que parecia ter se instalado sobre meus ombros naquele dia. Entrei na caminhonete com mamãe. As sacolas foram jogadas no banco de trás. Tecidos novos. Sapatos. Acessórios. Excesso. Mamãe ligou o carro e arrancou.

