CAPÍTULO 18 CECÍLIA NARRANDO Eu acordei antes do despertador tocar. O quarto ainda estava escuro, mas eu já estava desperta há alguns minutos, olhando para o teto, sentindo aquele aperto conhecido no peito. Hoje era o dia. Papai ia ganhar alta. Afastei o lençol devagar e sentei na cama. O chão frio tocou meus pés, me trazendo de vez para a realidade. Caminhei até a janela e abri a cortina. A luz da manhã começava a nascer, pintando o céu em tons suaves de laranja. Respirei fundo. — Vai dar tudo certo — murmurei para mim mesma. Fui para o banheiro. Liguei o chuveiro e a água começou a cair forte. Entrei debaixo dela fechando os olhos. A água quente escorria pelos meus ombros, levando embora um pouco da tensão acumulada dos últimos dias. Eu estava exausta. Hospital, médico, papéi

