36- JANTAR

1389 Palavras

CAPÍTULO 36 CECÍLIA NARRANDO — Vamos — Augusto disse baixo, sem tirar os olhos da mulher. Eu não discuti. Saí de perto com ele, sentindo o peso do olhar de Isabela nas minhas costas. Só quando entramos novamente pelo salão, ele desviou a rota e me conduziu para um canto mais reservado da varanda lateral, longe do fluxo principal de convidados. Ali a música chegava abafada. As luzes eram mais suaves. O ar, menos sufocante. Ele se virou para mim. — Atrapalhei alguma coisa? — perguntou. Direto. — Claro que não — respondi, cruzando os braços por reflexo. — Ele era só um funcionário do meu pai. Fui cumprimentar. Os olhos dele estreitaram levemente. — E você é acostumada a cumprimentar os funcionários? Havia algo ali. Não era acusação. Era… avaliação. — Pra mim não tem problema — re

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