CAPÍTULO 44 CECÍLIA NARRANDO — Augusto Valença. O nome ecoou no meu quarto como se tivesse peso próprio. — O quê? — eu perguntei, achando que tinha ouvido errado. Minha mãe manteve a postura impecável. — Ele vem jantar conosco hoje. — Hoje? — levantei da cadeira de uma vez. — A senhora convidou ele? — Convidei. O mesmo tom de sempre. Calmo. Decidido. Como se estivesse falando sobre trocar as flores da sala. Meu coração acelerou — não de alegria. De irritação. — Sem falar comigo? — Não preciso da sua autorização para receber alguém na minha casa. Eu ri, incrédula. — Sua casa? Ela estreitou os olhos. — Cecília. — Não, mãe. A senhora não pode simplesmente decidir que eu vou jantar com um homem como se fosse parte do cardápio. Ela respirou fundo. — Ninguém está decidindo nad

