Capitulo 87

837 Palavras

A preocupação sincera na voz dele, mesmo carregada daquela brutalidade natural e dos palavrões, me atingiu em cheio, bem no fundo do peito. Ele estava destruído, prestes a desmaiar de cansaço depois de descarregar caminhão de pedra, e a primeira coisa que fazia, antes de pedir água ou comida, era perguntar se eu estava bem. Eu não aguentei. A minha doçura, misturada com a gratidão, fez os meus olhos se encherem de lágrimas imediatamente. Eu olhei para o peito nu dele, para o curativo no ombro que estava visivelmente sujo, esgarçado e manchado de sangue fresco pelo esforço, e depois olhei para a mão dele apoiada na pilastra. Os nós dos dedos dele estavam profundamente cortados, a pele grossa rasgada em carne viva, com sangue seco misturado ao pó cinza de obra. — Eu estou bem... mas olhe p

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