A magia do sono

2009 Palavras
Andréa me observou por um momento, como se estivesse ponderando o quão insensato seria levar uma desconhecida para seu quarto. Eu conseguia ver a hesitação em seus olhos, mas algo me dizia que não era a primeira vez que ele fazia isso. Ele tinha aquela aura inegável de homem perigoso, o tipo que você sabe que vai partir seu coração, mas que ainda assim não consegue resistir. — Ragazza, você tem certeza? — Ele perguntou, a voz baixa, carregada de um desafio que parecia mais uma promessa. — Se eu te levar para o meu quarto agora, não me responsabilizo pelo que vai acontecer. Eu deveria me sentir intimidada, mas, de algum modo, o perigo me atraía. Se eu estava prestes a perder a virgindade antes de me tornar freira, que fosse com um homem como ele — intenso, irresistível, completamente desconhecido. — Está com medo de se apaixonar por mim? — Sussurrei, provocante, próxima ao seu ouvido. — Não se preocupe, quando a magia dessa noite acabar, eu irei desaparecer. Ficarei apenas na sua lembrança. — Sorri, um sorriso que tentei tornar tão enigmático quanto a situação. — Quando o sol nascer, nunca mais nos veremos. Então, vamos aproveitar o tempo que temos juntos. — Esse é o seu último desejo, Jenny? — Ele perguntou, os dedos tocando meu pescoço suavemente, mas com uma firmeza que fez minha pele arrepiar. Senti o corpo dele reagir ao meu toque, uma reação instintiva e carnal que não precisava de explicações. Eu sabia o que significava, mesmo sendo inexperiente. — Sim. — Respondi, tentando parecer confiante, embora por dentro sentisse uma mistura de nervosismo e excitação. Ele riu, uma risada profunda e cheia de intenções, antes de me pegar com facilidade, jogando-me sobre o ombro como se eu fosse um saco de batatas. — O que você está fazendo? — Protestei, batendo de leve nas costas dele. — Me desce daqui! — Preciso chegar ao quarto antes que eu perca o controle e acabe te pegando aqui mesmo. — A voz dele estava rouca, e percebi o quanto ele estava se segurando. Eu sabia que a minha primeira vez não seria perfeita, mas ainda tinha um fio de dignidade. Não queria que acontecesse no camarote de uma boate. Em poucos minutos, ele desceu as escadas como se estivesse voando, e logo estávamos de volta ao carro, a cidade passando em um borrão de luzes pela janela. Minha cabeça girava com a adrenalina. Ao chegar à pousada, ele foi, como sempre, cavalheiro, abrindo a porta e estendendo a mão para que eu descesse. Mas, quando meus pés tocaram o chão, um nó de nervosismo apertou no meu estômago. Eu nunca havia pensado muito sobre como seria a minha primeira vez, mas certamente não havia imaginado que seria com um desconhecido. Talvez fosse melhor assim. Se fosse r**m, ao amanhecer, eu seguiria minha vida, me tornaria freira, e seria apenas uma lembrança esquecida. — Entre. — Andréa disse, abrindo a porta do quarto, e só então percebi que já estávamos dentro da pousada. Minha mente estava longe, perdida em pensamentos conflitantes. — Não tem medo de ter convidado uma serial killer para o seu quarto? — Brinquei, tentando aliviar a tensão que começava a me consumir. Eu sempre fazia piada nas piores horas, era meu mecanismo de defesa. — E você? Não tem medo de estar no mesmo quarto que um? — Ele riu, tirando a carteira do bolso e a jogando sobre um móvel. — Qual a probabilidade de dois serial killers estarem no mesmo lugar? Aquela resposta me fez rir, e de alguma forma, o gelo que sentia dentro de mim derreteu um pouco. Ele ligou as luzes e, com uma naturalidade desconcertante, pegou uma garrafa de vinho e serviu duas taças. Quando ele me entregou uma, eu hesitei. — Você parece nervosa. — Ele disse, os olhos me analisando com cuidado. — Se quiser desistir, tudo bem. Eu te levo para casa. Não te ofereço para dormir aqui, porque, para ser sincero, não sei se conseguiria me controlar com uma mulher tão linda na minha cama. As palavras dele foram gentis, e isso me desarmou completamente. Meu nervosismo era evidente. Talvez ele tenha percebido que eu estava fora do meu normal ou que o álcool já não surtia mais efeito. — Não. — Respondi, embora minha voz ainda estivesse vacilante. — Só estou um pouco nervosa, sabe? — Admiti, sentindo o rubor subir pelo meu rosto. — Nunca tive um namorado, ou algo assim. Nunca estive... mais íntima com alguém. Então, não sei o que esperar ou o que fazer. Será que você poderia me ensinar? Houve um breve silêncio. Andréa me olhou, surpreso, mas não riu ou zombou. Apenas me observou com mais atenção. — Espera. — Ele disse, a voz agora mais baixa. — Você quer perder a virgindade com alguém que nunca mais vai ver? Eu assenti, sem saber muito bem como justificar minha escolha. — Não seria mais doloroso se fosse com alguém que eu amasse e depois descobrisse que ele me traiu ou que era um babaca? — Murmurei, desviando o olhar. — Ao menos, dessa forma, eu guardaria a lembrança de uma noite mágica, com um homem que sei que nunca poderei ter, mas que me fez sentir especial por uma noite. Não é melhor assim? Andréa se aproximou lentamente, a mão dele segurando a minha com uma delicadeza que contrastava com seu físico imponente. — Se você quiser parar a qualquer momento, é só me dizer. — Ele sussurrou. — Ou me dar um chute, se preferir. Não importa o que aconteça, você está no controle. Nossos corpos estavam alinhados de forma perfeita. Eu sentia o aroma do perfume de Andréa embriagando meus pensamentos, cada nota me levando mais fundo nessa entrega inevitável. Aquele homem tinha tudo o que era necessário para ser irresistível, e o calor que emanava de sua pele incendiava o meu desejo. Sua mão firme na minha cintura me puxou para mais perto, enquanto eu sentia o m****o dele pressionado contra meu corpo. A outra mão, posicionada na minha nuca, controlava suavemente meus movimentos, guiando-me em uma dança que parecia acontecer em câmera lenta. Cada segundo se estendia, criando uma tensão deliciosa no ar. Aproximando-se de mim, seus lábios flertavam com os meus, quase se tocando. Meu coração batia descompassado, tão alto que era como se eu pudesse ouvi-lo ecoar. O desejo entre nós era palpável, e nossos olhares trocavam promessas silenciosas. Então, como dois ímãs, nossos lábios se encontraram em um beijo ardente, repleto de paixão. Suas mãos sabiam exatamente como me tocar, enquanto nossas línguas se entrelaçavam em uma dança sensual, explorando cada centímetro com uma intensidade quase insuportável. Cada movimento era preciso, como se já estivesse ensaiado. E, naquele momento, o mundo desapareceu, deixando apenas o calor dos nossos corpos em perfeita sintonia. De repente, senti o toque firme de Andréa me deitando lentamente sobre a cama, sem que nossos lábios se separassem nem por um segundo. Quanto mais eu sentia suas mãos em mim, mais eu desejava aquele beijo, mais eu me perdia na sensação de ser conduzida por ele. Meus pensamentos já estavam confusos, e eu apenas deixei que ele guiasse nossos passos nessa dança de prazer. Quando, finalmente, nossos lábios se separaram, eu estava ofegante, assim como ele. O vazio que a ausência de sua boca deixava me incomodava de imediato, mas qualquer frustração foi varrida quando o vi tirar a camisa diante de mim. — Uau! — Escapou dos meus lábios antes que eu pudesse controlar. Na mesma hora, levei as mãos à boca, sentindo o rubor subir pelo rosto. O terno definitivamente não fazia jus ao corpo que ele escondia. Andréa soltou uma risada baixa, com um brilho divertido no olhar. — Eu adoro suas reações. Você é incrivelmente sincera em cada uma delas — disse, enquanto tirava o restante das roupas, ficando apenas de cueca. O calor no quarto parecia aumentar exponencialmente, ou talvez fosse apenas o efeito que ele tinha sobre mim. — Está quente aqui, não é? — Tentei disfarçar, mas meu corpo parecia estar pegando fogo. — Não se preocupe — ele respondeu, com um sorriso malicioso nos lábios —, eu não sou bombeiro, mas sei muito bem como apagar esse incêndio. — Ele deslizou a mão pela minha perna, subindo com uma confiança que fez meu coração disparar ainda mais. — Apenas relaxe e aproveite. As mãos de Andréa eram ágeis, mais rápidas do que meus pensamentos conseguiam processar. Num piscar de olhos, senti a calcinha sendo removida e atirada para algum canto do quarto. Antes que eu pudesse localizar onde havia caído, um toque gelado fez meu corpo estremecer. Seus dedos exploravam minha i********e com uma habilidade que me deixava sem fôlego, e um gemido baixo escapou dos meus lábios involuntariamente. O sorriso dele, satisfeito com minha reação, me fez sentir ainda mais vulnerável, mas de um jeito deliciosamente bom. Seus movimentos eram lentos e circulares, aumentando o calor dentro de mim, fazendo meu corpo responder a cada toque. Quando achei que não podia ficar melhor, senti sua língua acariciar minha pele, brincando de forma provocante, arrancando de mim sons que eu m*l conseguia controlar. — Isso é tão bom… — sussurrei, agarrando seus cabelos, enquanto meu corpo se arqueava de prazer. O controle que eu costumava ter sobre mim mesma desapareceu. Meus gemidos se intensificaram, tanto quanto os movimentos de Andréa, que ora me provocava, ora me levava à beira de um êxtase incontrolável. Então, senti um leve desconforto quando ele começou a introduzir um dedo dentro de mim, mas logo o incômodo cedeu lugar a uma onda de prazer mais profunda. A cada gemido meu, ele aumentava a intensidade dos movimentos, e quando senti seus dedos se multiplicarem, uma nova e intensa onda de prazer tomou conta do meu corpo, me deixando à beira de algo maior, até que ele parou de repente. Minha frustração foi imediata. — Eu sei — ele disse, divertido, observando minha expressão indignada. — Mas vai ficar ainda melhor. A melhor parte está por vir. — Com um sorriso malicioso, ele deslizou as mãos pelo meu corpo, tirando meu vestido e o sutiã, deixando-me completamente exposta. Antes que eu pudesse reagir, ele voltou a me beijar, e dessa vez, o beijo tinha o poder de me fazer esquecer qualquer pensamento racional. Enquanto seus dedos voltavam a explorar minha i********e, o mundo ao nosso redor desaparecia novamente. — Se sentir dor, me avisa — ele sussurrou contra minha pele, a voz baixa e rouca. — Vou tentar ser o mais gentil possível. Eu não entendi de imediato o que ele quis dizer, mas quando senti seu corpo entrando em mim, lentamente, me rasgando com delicadeza, meu corpo reagiu automaticamente. Minhas unhas cravaram em suas costas, enquanto eu lutava para manter o controle, para não mostrar o quanto doía. — Calma… já foi metade — ele sussurrou, tentando me acalmar, mas suas palavras me deixaram ainda mais surpresa. — Metade?! — Exclamei, incapaz de esconder o choque. — Você está louco? Não dá para parcelar isso? Minha tentativa de fazer piada em um momento de nervosismo fez Andréa rir, e sua risada foi seguida por outro beijo, que suavizou a dor. Aos poucos, aquela dor inicial se transformou em algo completamente diferente. O prazer crescia dentro de mim, enquanto ele começava a se mover, e meu corpo, agora completamente entregue, seguia seu ritmo. Meus gemidos preenchiam o quarto, e cada movimento era acompanhado por uma onda de prazer crescente, até que uma sensação intensa percorreu todo o meu corpo. Minhas pernas tremeram, meu coração disparou, e minha respiração ficou descontrolada. O clímax me tomou de assalto, e senti meu corpo se contorcer sob o dele. Quando finalmente recuperei o fôlego, Andréa caiu ao meu lado, igualmente ofegante, mas ainda segurando minha mão. Meu corpo estava sensível, exausto e dolorido de uma maneira doce. E, sem nem perceber, meus olhos pesaram, e em poucos segundos, caí em um sono profundo.
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