Capítulo Quatro - Abigail

2714 Palavras
Capítulo Quatro Um mês depois. De um tempo pra cá, comecei a sair com Alfredo. Ele até agora demonstrou ser um cara super legal. Me trata bem, é educado e ainda conheceu meu pai. Não estávamos tendo nada sério, mas já tínhamos nos beijado. Eu me amaldiçoei quando beijei ele imaginando ser Nicholas. Não sei nem porque eu pensei nisso, já que , estou usando de uma forma branca, o Alfredo para esquecer Nicholas. Alfredo é legal, e quem sabe ele não é o cara certo pra mim? Estávamos em um restaurante bem chique de Sacramento. Pedimos frango ao molho com salada. Enquanto preparavam, bebíamos apenas vinho. - Como está seus quadros? - ele perguntou me analisando. - Estou terminando minhas encomendas. - digo sorrindo de lado e bebendo meu vinho. Mesmo eu tentando e querendo, eu não consigo me abrir por completo para Alfredo. Parece que quando vou dá mais um passo nesse relacionamento, algo me segura e diz que não, mas acho que só é loucura da minha cabeça. - Porque você perde tempo com isso? Você tem dinheiro. Não precisa. - diz como se ele não soubesse que aquilo era minha paixão. - Como eu já disse pra você antes, Alfredo, isso é minha paixão. Dinheiro não é tudo. A família de Alfredo eram donos de uma rede de Tecnologia, assim como a empresa de Nicholas e Sebastian. - Eu lembro que você disse isso mesmo - ele diz e dá um sorriso de lado pra mim. - Que bom que lembra - digo e saco meu celular do bolso. Acho que Nicholas resolveu me escutar daquela vez sobre eu pedir pra ele não me mandar mais mensagem, pois foi isso que aconteceu, no meu celular não chega nem mais um ponto dele. - Já estamos ficando a um bom tempo, né? - ele pergunta. - Pois é. Faz um tempo mesmo - digo. - Eu estava pensando em irmos para um resort. É de um primo meu. Poderíamos dormir lá e... O interrompo - Não sei, Alfredo. Talvez esteja cedo de mais pra sairmos de Sacramento. Vamos ficar por aqui mesmo. - Tudo bem. Como você quiser - diz compreensivo, pelo menos eu acho que ele compreendeu. - Abigail? - me viro ao escutar a voz de Emily atrás de mim. Me levanto e a abraço. Logo atrás estava Sebastian com o carrinho dos gêmeos. Atrás de Sebastian estava a Pauline e o irmão de Ely, o Dean, e mais atrás vinha Felipo e Nicholas. Cumprimentei cada um, até Nicholas. O safado se aproximou de mim, tocou minha mão e me beijou em ambas as bochechas. Só aquele beijo me trouxe recordações boas de nós dois. Seu beijo quente contra minha pelo trouxe saudades, momentos bons. Tratei de afastá-lo de mim, ele estava se aproveitando, pois ele sabia que eu não o trataria m*l na frente de todos ali, ia dar na cara que alguma coisa a gente tinha, ou teve. - Esse aqui é Alfredo, meu namorado - digo tocando em seu ombro. Ele sorri pra mim e se levanta, cumprimentando cada um, e quando chega na vez de Nicholas, Nicholas apenas balança a cabeça como cumprimento e sai dali junto com Felipo. - É um prazer - Sebastian diz apertando a mão dele. - O prazer é meu - ele diz e sorri para Sebastian e Emily. - A gente vai pra nossa mesa. Hoje vai ser a rodada de Pizza. - Ely diz. - Sério? Me lembro que o Ni... - parei de falar. Eu quase deixei escapar algo que estou tentando enterrar. - Aproveitem - digo a abraçando. Ela sorri meio desconfiada e vai para mesa se juntar ao resto dos outros. Me sento na mesa e olhei totalmente sem graça para Alfredo. - Então agora sou seu namorado? - pergunta sorrindo pra mim. Alfredo tinha cabelos pretos e curtos, forte e branco. Seus olhos eram um cor de mel lindo, mas nada é mais lindo que os olhos verdes de Nicholas. E novamente estou pensando nele. - Talvez devêssemos dar mais um passo. - Eu acho perfeito - diz se inclinando e beijando minha boca. Olho sem querer para o outro lado, e acabei me chocando com o olhar de Nicholas. Desviei depressa e sorri para Alfredo que falava algo sobre nós dois, mas eu nem estava prestando atenção. _______ A todo momento nos olhavamos. Era como se fosse algo puxando nossos olhares para se encontrarem. Eu olhava para a mesa de Emily onde todos riam comendo as fatias de Pizza. Ali sim tinha sorrisos e risadas verdadeiras. Estava pura diversão. Se Nicholas não tivesse estragado tudo, eu poderia estar ali no meio também, e não aqui nessa mesa fingindo pra mim mesma que está tudo bem sendo que não está. - Eu vou pagar - Alfredo diz se levantando. - Tudo bem. Eu vou ao banheiro enquanto isso. Me espere no carro. - Digo levantando. - Tudo bem. Não demora! - diz meio autoritário. Deixo isso de lado e sigo para o banheiros. Entrei, análisei minha roupa e meu rosto. Estava tudo ok! Passei meu brilho labial e arrumei meu cabelo loiro. Respirei fundo, pois eu teria que ir na mesa de Emily me despedir. Apesar de tudo, me tornei amiga de todos ali, menos de Nicholas. Arrumei minha bolsa em meu braço e abri a porta do banheiro. Já do lado de fora, sinto uma mão forte tapar minha boca e me levar de volta para o banheiro, quando consigo me soltar e me virar, vejo que é Nicholas. Se bem que o perfume foi familiar. - O que quer? Não sabe ler? Aqui é um banheiro feminino - digo com raiva e me aproximo da porta, não querendo falar com ele, não querendo mais confusão. - Volta aqui - diz autoritário e me pega pelo braço, me colocando de volta a sua frente. - Você pode me soltar? Aproveite que estou sendo educada. - Não posso não. Quem é esse ridículo com quem está namorando? - Não seja você um ridículo. Isso não é da sua conta, deveria saber disso. É a minha vida e você não tem o direito de se meter nela. - Eu me meto na p***a que eu quiser, então não me venha com isso de não me meter. Olha só o que você tá fazendo, Abigail... você mesmo está construindo sua infelicidade. Você tá só usando ele para me atingir, pra esquecer de mim. - Não seja tão burro, Nicholas. Acha mesmo que eu vou correr atrás de você? Já faz tanto tempo. Me deixa em paz! Estou sem paciência pra brigar Nicholas tranca a porta do banheiro e coloca a chave no bolso. - O que você está fazendo?- pergunto com raiva. - Só vai sair quando disser a verdade. Quando disser que ainda sente algo por mim. - Nunca nem chegamos a namorar. O que eu tenho pra te falar? Nada! Agora saia da minha frente ou eu gritarei socorro. - Dúvido! Vai! Faz isso. Vão todos ver nós dois trancados e juntos nesse banheiro. Vão logo pensar que tivemos ou iríamos dar uma trepada gostasa.... Quando ele fala isso, me amaldiçoei por meu corpo reagir de uma forma estranha. A amiga lá embaixo começou a pulsar. -... Vão perguntar o que estávamos fazendo sozinhos aqui, e você vai dizer que eu te prendi e vão perguntar o motivo, e você vai contar tudo o que rolou entre nós dois... - ele termina totalmente sínico. - Não seja tão desbocado! Tão baixo. Você não aceita que eu não quero mais nada com você? Abre a merda da porta! - digo avançando nele e colocando a mão em seu bolso, mas ele consegui me tirar de perto - Abre agora! - Quem é esse filho da p**a? - Meu namorado. Eu não tenho direito de ter um? - Não! - diz e se aproxima de mim - Você não tem. Não minta pra você mesmo. - Não chega perto de mim, Nicholas.... - Diz que não sente mais nada por mim. Mente na minha cara. Mente que eu adoro, Abigail. - É pra ser sincera? Vamos ser. Não vou mentir pra você dizendo que tudo curou, porque não curou, eu não deixei de sentir sua falta, mas eu estou aprendendo com o tempo, a manter as pessoas que não fazem bem pra mim vida, longe de mim. Eu não sou de pedra, Nicholas. Naquele época eu faltei dizer que estava apaixonada por você, por que de fato eu estava, então pra mim ainda é difícil, agora pra você não, por quê para você nunca teve sentimentos, foi só uma distração... para de ser tão convencido, para de tentar... -Não complique as coisas... - ele diz tocando meu ombro e deslizando sua mão máscula por meu braço. Aquilo me causava arrepios, me causava pontadas na minha amiga lá embaixo. Só ele conseguia me causar isso. Apenas ele. - Eu sei que você me quer, assim como eu também te quero, Abigail - ele sobe sua mão novamente e me empurra de leve para a grande pia no banheiro. - Por favor, eu quero sair - digo sem forças. - Não quer não - diz e ergueu-me, fazendo-me sentar na pia de mármore. Eu encarei seus olhos verdes clamando os meus. - Você me ama - ele diz e se aproxima, plantando um beijo bem no meu pescoço. Arfo. - Diz que me ama... - pede e segura meus cabelo, fazendo meu pescoço ir um pouco pro lado onde ele volta a me beijar. Nicholas beija minha maxilar, deixando logo depois uma mordida de leve, apenas me deixando excitada. Ele passa a mão por meu pescoço, segurando minha cabeça no lugar e beijando o decote do meu vestido. Eu deveria impedi-lo, mas tava gostoso de mais. Suas mãos sobem por debaixo do vestido e acaricia minhas pernas, dando leves apertões. - Não deviam... - não termino de falar pois ele está com sua boca na minha. Sua boca macia estava desesperada sobre a minha, e a minha não estava diferente. Ele penetra sua língua na minha boca, brincando, dando leves chupoēs e mordidas. Enquanto me beijava, sua mão não parava quieta. Ele anda meu corpo inteiro. Passa suas mãos por minha cintura, de novo pelas minhas pernas e sobe para meu pescoço indo logo depois para minha nuca. Minhas malditas mãos agarram o cabelo de Nicholas, e uma das mãos dele seguraram minha perna na lateral de seu corpo, acariciando, mas logo tira sua mão dali e entrar por meu vestido chegando na lateral de minha b***a e apertando. Eu gemi em sua boca, um gemido roupa e excitante. Sinto quando o polegar de Nicholas esfrega minha calcinha, e eu , já molhada e nem ligando pra nada, fecho os olhos e me inclino para ter mais do seu toque. Era como se nesse momento eu fosse uma viciada e Nicholas a minha droga. Eu não consegui parar mesmo sabendo que não era certo. - c*****o, Abigail. Eu tô de p*u duro - ele diz e volta a acariciar minha feminilidade. Nicholas nunca foi tão safado como está sendo agora. Talvez não teve tempo para mim mostrar ess e seu lado super Safadão. Ele parou o beijo por alguns segundos e volta a beijar meu corpo, principalmente meu pescoço, deixando sua marca ali sem piedade. - Tem alguém aí? - escutamos um baque na porta e meu coração gelou. - Meu pai! - digo num sussurro descendo do balcão. - O que a gente fez? - pergunto colocando a mão na boca. - O que eu fiz? Eu não sou assim. Que safada você, Dona Abigail. - minha amigamente diz - Tem alguém aí? - novamente alguém bate na porta. - O que a gente faz? Isso é culpa sua! Se Alfredo nós ver aqui, ele vai pensar besteira. - Minha culpa? Você também queria. - Não queria não. Você ....você... se esconde agora e me dá a merda da chave. Ele bufa e me entrega a chave, se aproximando de mim. - Isso foi a última vez. Não vai mais acontecer. Agora eu estou namorando e não quero mais saber de te ver nem pintado de ouro na minha frente. Some agora, Nicholas! - Isso é o que vamos ver. Não vou te largar tão cedo, Abigail. Te prepara - ele diz me roubando um beijo e entrando em um dos banheiros dali. Eu me arrumei no espelho e corri para a porta, abrindo e fazendo uma cara de choro, ou melhor. Eu estava fingindo que estava chorando. - Ó deus! Você está bem? - a moça me olha. - Eu só estou passando por vários problema e queria ficar um tempo sozinha. Me desculpe pela porta estar trancada. - Não... Tá tudo bem. - ela sorri de lado pra mim e vai no espelho. Coloco à chave na porta, dei uma fungada e sai de lá. Voltando para o restaurante, corri para para mesa de Emily para me despedir. Parece até que passei uma eternidade naquele banheiro. - Foi bom te ver, Abby - Emily diz. - Foi bom ver vocês também. Deixo me despedir dessas coisas lindas - digo beijando Raphael e Dakota, que já dormiam no carrinho. - A gente se vê? - Claro. Vai lá em casa quando quiser. - Tudo bem. Até logo gente. - digo para o resto da mesa. - Até logo, Abby. - o pessoal da mesa fala em uníssono. - Até Abigail. Bom te ver - me assusto com a voz de Nicholas atrás de mim. Me viro e encaro aquela cara de sínico dele. - Tchau - digo me virando e saindo em direção ao estacionamento. - Oi - falo pra Alfredo. - Demorou - ele diz me olhando. - Mas já estou aqui - digo colocando o cinto. - Você e aquele loirinho já tiveram alguma coisa? - Alfredo me pergunta. - Que loiro? - O que estava na mesa com seus amigos. - Nicholas... - afirmei - Não. Nem nos conhecemos direito - Minto. - Ele não parava de te olhar, e quando você foi ao banheiro, logo depois ele foi atrás - Alfredo diz. - Onde você está querendo chegar? - pergunto. - Em nenhum lugar. Eu só pensei... - Não pense, Alfredo - digo com calma. - Vamos? - Claro - diz tirando o carro e pegando estrada. Ele me deixou em casa, mas me beijou antes de eu descer. Eu o beijei de volta, é claro, agora somos namorados, pelo menos é o que eu acho e estou bem disposta a tentar. - Adorei o jantar... -Eu também gostei. - Vou marcar algo diferente pra nós dois. O que acha? - Vou adorar. Me liga! Desci do carro e entrei em casa. Já estava tudo apagado e obviamente todos dormiam. Subi para meu quarto e tirei minha roupa, tomando uma ducha rápida e colocando uma roupa fresca. A primeira coisa que pensei quando me joguei na cama, foi o beijo que troquei com Nicholas. Depois de quase dois anos fugindo dele, hoje me entreguei em um beijo. Toquei meus lábios e fechei meus olhos , e parece que o gosto do seu beijo surgiu novamente. Eu nunca fiz sexo, nunca, e quando eu estava meio que saindo com Nicholas, ele nunca tentou nada comigo, e achei até estranho pois ele era meio safadinho, mas nunca tentou nada , teve uns amassos dentro do carro e a gente quase acabou nu, mas não rolou. Eu sentia excitação com o beijo dele, com o toque dele... Não sou de estar me agarrando com qualquer um por ai, mas eu sou mulher e sinto desejo como qualquer uma, mas é claro que não preciso tá expondo isso pra todo mundo. Isso é só meu. É pessoal. Eu nunca me aproximei tanto de um homem como me aproximei de Nicholas. Claro que Noah é homem, mas é apenas amigo. O que quero dizer, é que, em um relacionamento amoroso foi apenas Nicholas, e agora tem Alfredo. Ele é bom e carinhosos comigo. Eu gosto dele, não dá maneira que tenho que gostar, mas é tudo o que eu posso oferecer. ________ Vote e comente. Beijos
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