ANANDA Respirar fundo não adiantava. Quanto mais eu tentava, mais o ar parecia faltar. O vestido apertava no peito, como se quisesse me lembrar que esse dia não era sobre contos de fadas. A barra de renda escorregava sobre meus pés descalços. Eu ainda não tinha decidido o que calçar. Sapatilhas? Sandálias? Chinelo? Ou simplesmente entrar assim mesmo. Olhei meu reflexo no espelho pela décima vez naquela manhã. O tecido branco abraçava minhas curvas como se tivesse sido feito sob medida para mim e, de fato, tinha sido. Darlene que não me deixaria entrar naquele jardim com qualquer vestido de prateleira. Ela escolheu um modelo justo até a cintura, com decote coração e uma leve a******a na perna, que deixava um pouco de pele à mostra quando eu me movia. Não era vulgar, mas também não era com

