ANANDA Levei Pedro pro meu quarto com a sensação de que tinha voltado pra adolescência. Só faltava minha mãe aparecer na porta com os braços cruzados e um discurso pronto sobre más influências. Bem... na verdade, ela estava ocupada demais cuidando do Joaquim na sala. Sim, o mesmo Joaquim que tinha iniciado aquela confusão épica de rua. O mesmo que, agora, recebia compressas de gelo e chás calmantes da minha mãe como se fosse um neto recém-descoberto. Suspirei, pegando o kit de primeiros socorros. — Senta aí e fica quieto. — Apontei pra cama. Pedro obedeceu, mas com a expressão mais emburrada que ele conseguia fazer. Uma mistura de dor física com ciúme m*l disfarçado. — Não sabia que a dona Virgínia tinha virado fã de advogado carioca metido a conquistador. — Ele resmungou, enquanto e

