ANANDA A primeira coisa que senti ao acordar foi a respiração quente contra a minha pele. Demorei alguns segundos para entender o que estava acontecendo. Meu corpo inteiro estava mole, dolorido de um jeito bom, como se tivesse passado a madrugada toda sendo… bem, exatamente o que aconteceu. Me mexi, tentando puxar o lençol para cobrir o peito, mas foi aí que percebi: não havia lençol suficiente. Nem roupa suficiente. Antes que eu pudesse protestar, um arrepio percorreu meu corpo. Pedro estava entre minhas pernas. Literalmente. A barba por fazer arranhava minha coxa com delicadeza e, ao mesmo tempo, com a promessa de algo muito mais indecente. Os lábios dele, mornos e impacientes, se moviam com um objetivo claro: me fazer perder o juízo antes mesmo de abrir os olhos completamente. —

