Capítulo 66

1077 Palavras

ANANDA A claridade fraca do abajur do canto m*l vencia a escuridão. Eu estava deitada no centro da cama redonda, enrolada em dois cobertores, com os pés ainda gelados e a cabeça fervendo de irritação. O som do vento lá fora assobiava pelas frestas da janela, e o barulho constante da maresia contra a madeira da varanda me fazia desejar uma coisa simples e básica: calor. E não era o tipo de calor que eu queria sentir. O equipamento que controlava a temperatura só funcionava ali no quarto. No começo da noite, achei que minha teimosia e dois pares de meias resolveriam o problema. Mas agora… agora eu tremia feito vara verde. Estava quase me rendendo à ideia de chamá-lo de volta quando ouvi o rangido da porta. Pedro. De pé na entrada, usando só uma calça de moletom cinza, frouxa, com o cós

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