ANANDA Voltar pra Duma depois do Rio era como sair de um filme de ação e entrar direto num comercial de calmante. O mar calmo, os velhinhos jogando dominó na praça e a ausência absoluta de gente voando em cima de mim eram reconfortantes. Mas meu sossego ia durar pouco. Porque Joaquim Nogueira, também conhecido como advogado-galã-catador-de-caipirinhas, tinha aceitado o caso. E mais do que isso: vinha pra cá. Ficar. Na. Minha. Casa. — Eu só ofereci pra ser educada, Darlene! — resmunguei no viva-voz do celular, enquanto organizava o quartinho de visitas. — E ele aceitou. Quem é que aceita uma proposta dessas? — Advogado sem frescura e com cara de capa de revista? Amiga, ele não só aceitou como vai transformar tua casa em novela das nove. — Darlene! — Brincadeira... Mas não muito. — I

