ANANDA O som da caneta do juiz riscando o papel foi a última coisa que ouvi antes dele levantar os olhos e anunciar a pausa de uma hora. Uma hora era o tempo exato pra alimentar todos os meus piores pensamentos. Victória sorriu como se a sentença já estivesse dada a ela. Recolheu os papéis com a ajuda dos seus três advogados, todos de terno escuro e expressão de vitória antecipada. Um deles ainda me lançou um olhar de canto, carregado de superioridade. Ela saiu da sala como se desfilasse, com o salto estalando no chão. Me permiti um suspiro longo e cansado, sentindo a mão de Pedro ainda entrelaçada à minha. Ele não dizia nada, mas o olhar dele continuava firme, protetor. Foi quando senti os braços de Darlene me envolverem num abraço apertado. — Ananda, amiga. — Ela sussurrou, com a v

