bc

Não me deixe acordar...

book_age18+
8
SEGUIR
1K
LER
demônio
cidade
mitologia
like
intro-logo
Sinopse

... Salve-me!

Sofia ouviu a voz angelical pedir, mas não sabia de onde vinha.

O som ecoava em todas as direções. Ela olhava do meio da clareira para as árvores ao redor. Estava em pânico. Ofegante, suando frio...

Não conhecia o dono da voz, mas sentia urgência em ajudá -lo...

Acordou assustada. Respirou fundo sentindo urgência por ar.

Os seus olhos contemplaram o branco do teto do seu quarto.

Foi um sonho...?

chap-preview
Pré-visualização gratuita
Primeiro dia
... Salve-me! Eu ouvi a voz angelical pedir, mas não sabia de onde vinha. O som ecoava em todas as direções. Eu olhava do meio da clareira para as árvores ao redor. Estava em pânico. Ofegante, suando frio... Não conhecia o dono da voz, mas sentia a urgência em ajudá -lo... O pânico tomou conta de mim. Não sabia para onde ir. Acordei assustada. Respirei fundo sentindo urgência por ar. Meus olhos contemplaram o branco do teto do meu quarto. _ Foi um sonho...! _ falei sentando. Estava tão atrasada, que peguei o primeiro vestido preto que vi e saí vestindo por cima da minha blusinha e da calcinha com os quais dormi, calçada numa botina de couro preto que enfiava os pés​ assim que levantava quando estava atrasada. _ Café, querida? _ ouço o meu irmão mais velho dizer. _ Tô atrasada, Shane _ grito correndo para o meu carro. Cheguei na universidade estacionando de qualquer jeito. Saí correndo para aula de Química torcendo para o Sr Grun ter se atrasado também. Consegui entrar antes dele, mas me deparei com um olhar, que não entendi, de um novato alto e másculo. Pareceu Me julgar? Fiz cara feia para ele, e me voltei para a frente. A aula correu, quando olhei para ele por cima do ombro, reparei que ele me olhava, imperturbável. Até esboçou um sorriso. Fiz cara de nojo, vendo o seu esboço de sorriso se tornar em um sorriso completo e divertido. Virei o rosto para frente confusa. O que há de errado com esse garoto?! Reclamei em minha mente. Foi aí que percebi que o meu rosto estava quente, minha pele Branca devia estar rosa choque. _ Por que está tão vermelha, srta. Ives? _ disse o professor confuso se eu estava passando m*l. Todos se voltaram para mim, e alguns riram. Olhei para o novato com olhos acusadores. Ele deu de ombros. Pasmei diante do seu egoísmo. Mas que i****a! Resmunguei pegando o material para a próxima aula no meu armário. Continuei. Convencido de um figa! Com aquele sorriso cheio de dentes. Quem ele pensa que é? Me julgando por chegar atrasada? Hoje é só o seu primeiro dia. Espera só... _ Primeiro dia? _ disse uma voz masculina bem perto. Desviei o olhar para o lado, de onde vinha a voz. Eu não acreditava que eu fosse azarada ao ponto de ter o meu armário perto do dele. Pasmei como um gesto de desagrado, com uma careta reprimindo um palavrão. _ Estava falando de mim, nos seus resmungos? _ esperou uma resposta me encarando. _ V-Você? Quem é você? Eu nem te conheço. _ Isso mesmo. Lembre-se de que é muito feio julgar alguém que você não conhece. Dei um riso de desagrado e descrença, vendo ele sair. Como ele teve a coragem de me passar esse sermão depois do modo como me olhou quando entrei atrasada na sala?! Mas é um babaca! Explodi batendo a porta do armário e trancando. Entrei na minha próxima aula, e fechei as mãos em punho ao ver que o novato estava ali. E o pior, atrás da minha carteira. Como na outra aula. Caminhei para o meu lugar a contragosto. Mas era a única carteira vaga. Lancei um olhar sério para o rapaz alto sentado com as pernas abertas e m*l acomodado na carteira que era pequena para o seu tamanho. Ainda assim, tinha aquela cara de eu não tô nem aí para o que você pensa. E me provocava sempre que podia sem dizer uma só palavra. Tinha um ar de superioridade que dava nos nervos só de olha-lo. Mas era lindo! Uma beleza difícil de descrever. Algo que combinava a simetria perfeita do seu corpo e rosto, com os seus gestos, expressões faciais, voz. Por vezes, percebi que até o cenário ao redor dele parecia favorável à sua beleza. Era irritantemente perfeito! Todas as meninas e até os meninos mais superficiais não paravam de olhar para ele. Mas ele insistia em olhar para mim. Ignorando tudo ao seu redor como estivesse mergulhado numa atmosfera própria. No almoço cheguei a flagrar o vento soprar os seu cabelos lisos de modo cinematográfico. Ah! Fala sério! Exclamei alto. Juro que vi o seu olhar sobre mim neste momento. Foi como se tivesse me ouvido, apesar de estar do outro lado do refeitório. Que dia foi esse?! Me perguntei depois de muito estresse daquele dia surreal na Universidade. Como ele estava em todas as minhas aulas? Como isso era possível!? Alef Uhr era o seu nome. Deitei em minha cama, após o banho. Havia trabalhado na loja de ferramentas depois da faculdade. O Shane só chegava mais tarde. Ele era policial local. Adormeci. Estava de novo na clareira. De novo aquela voz. Salve-me Sofia! O som da voz foi seguido de um barulho de folhas se movendo. Segui o barulho, correndo o mais rápido que pude. Havia um buraco no chão. O buraco crescia engolindo a floresta. Um vento corria para dentro dele. Vem! A voz saiu de dentro do buraco. Pulei sem hesitar. Caí em um deserto rochoso. Olhei para cima vendo nada além de nuvens ralas sobre o céu azul. Segui em minha corrida instinvamente tendo certeza de que estava no caminho certo. Sofia. Você está chegando em mim...? A voz angelical parecia angustiada. Angustiada como se não quisesse que eu chegasse até ele. Por um instante pensei que talvez fosse perigoso, para mim, encontrá-lo. Por isso, a sua voz estava angustiada. Decidi correr o risco e apertei os passos. Mas eu estava longe de alcança-lo. Corri até sentir um cansaço incomum. Acordei. Que sonho foi esse! Levantei ao som de Red Hot Chillie Peppers no celular que despertou. Fiz minha higiene matinal. Vesti uma calça do exército, uma blusinha preta sem manga e bota estilo policial. Maquiagem básica. Olhos pretos boca vermelha. Tomei café com o Shane. _ Como você tá na faculdade? _ Muito bem. _ Sério. Por quê eu nunca conheci os seus amigos? _ Estou indo bem na faculdade, porque não tenho amigos. Fez uma cara. _ Você está na faculdade. Por favor, faça amigos e vive um pouco. _ Você é um policial, Shane. Está mesmo me aconselhando à ir para a farra? _ Só tô te pedindo pra sair do ostracismo, Sofia. _ Tenho que ir. Fugi da velha conversa. Segui de carro tranquila e serena. Ouvia o pen-drive que eu mesma gravei no meu notebook. Eram apenas as minhas músicas favoritas de cada banda que eu curtia. Rock romântico dos anos oitenta até os dos dias atuais. Estava tudo perfeito. Até um corpo rolar pelo meu parabrisa. _ Meu Deus! _ foi o que eu disse com a respiração em suspense. Nunca pensei que fosse isso o que sairia da minha boca em tal situação, mas foi. Freei aonde eu estava. Eu fazia uma noção de quem eu havia atropelado. O cabelo, a cor da pele branca, aquele tamanho. Ninguém era tão alto quanto ele por aqui. Alef Uhr. Saí do carro para o acostamento, procurava o ferido. O baque foi muito violento. Minhas mãos trêmulas, o meu coração há mil. Não tinha um corpo atrás do carro!!! Dei a volta no carro, incrédula... Atônita. Em pânico e choque. Na frente do carro, não tinha nenhum amassado. Nem mesmo a poeira de ontem, sobre o carro, havia sido tocada. Eu estava alucinando?! Depois de me acalmar. Com as mãos menos trêmulas e as pernas menos bambas, consigo pegar o volante e seguir para a escola. No caminho vejo um acidente sem feridos. O caminhão madeireiro tinha derrubado toda a madeira na pista. Troncos de árvores imensos no meio da pista. Eu teria batido nele, minutos atrás. Na velocidade em que eu estava. Ouvindo música alta... Meu Deus! Eu morreria neste acidente. Estaciono ao chegar na escola. Respiro fundo, antes de sair do carro. Caminhei para o meu armário encontro o meu novo colega no armário perto do meu. _ Tudo bem com você? Tinha uma expressão de vazio ao perguntar. Por que eu tinha essa raiva dele? Alef foi legal. Perguntou se eu estava bem. Mas tudo que eu pensava era que ele era o culpado da minha alucinação. E nem me importava que ela tivesse salvado a minha vida. Por que tudo o que eu via, era que ele estava escondendo algo. _ Você sabe melhor do que eu _ respondi meio zangada e fui para a sala de aula. Na hora do intervalo, me sentia velha de tanto fazer cara feia para o Alef. Mas porque cargas d'água ele tinha que me encarar sempre? Só quando sentei na mesa do refeitório, notei que esqueci o meu suco. Ia levantar para buscar. Uma mão estendida me oferecia o suco que eu havia esquecido e suspirei de gratidão. Ninguém nessa Universidade nutria qualquer afeição por mim, e alguém fazer essa gentileza era no mínimo surpreendente. Peguei o suco, mas quando vi quem o trouxe minha felicidade sumiu. Alef sentou ao meu lado. _ Queria entender por quê você me odeia _ falou. _ Eu odeio todo mundo. Não se ache especial _ falei sério, mas eu só queria provoca-lo, não importando com o que. A colocação era ridícula, mas se isso o afastasse de mim, já seria bom. Mas ele riu uma gargalhada tão gostosa e longa que me contagiou. Estávamos nos entrelhando no fim da risada. _ Olha só! Ela sorri _ zombou admirado com o meu rosto. _ Pensei que tivesse te matado _ lembrei da alucinação e fiquei pensando. _ Aonde? Nos seus sonhos? É sério que você me odeia tanto que queria jogar o seu carro sobre mim? _ sorriu divertido. _ Eu não te disse sobre jogar o carro em cima de você. Nós entreolhamos e a situação ficou estranha. Um grupo de meninas enciumadas o levou embora sob o meu olhar desconfiado. O dia passou igual. Mas agora o Alef me intrigada em vez de irritar. Passei uma semana sem ter novos sonhos como aquele. O Alef me evitava, embora me olhasse de longe. O que estava acontecendo? Tudo parecia tão ilógico. Adormeci domingo à noite, durante um filme, no sofá. Me percebi no deserto, mas não estava aonde eu parei antes. Estava entrando em um oásis. Quando entrei no cenário paradisíaco Um lindo anjo me esperava. Como eu sabia que era um anjo? Estava implícito. Nem haviam​ asas. Mas eu sabia. _ Sofia _ falou feliz e surpreso _ Você me encontrou! Levantou de perto do lago e caminhou para mim. _ Por que você me chamou? Não está em perigo. _ Não. Não estou. Mas estou preso aqui. Fui banido... Uns sons horríveis como o arranhar de várias lousas abafaram a sua voz e eu não entendi mais nada. Via a sua boca se mover somente, e no minuto seguinte tudo girou e eu acordei tonta no meu sofá no meio da noite. Não sonhei mais com aquilo, durante a noite. Amanheceu, o som do Metallica invandiu o meu quarto. Levantei dançando e vibrando com o som alto. Baixos e guitarras, a minha paixão. O Shane gritou algo. Devia estar pedindo pra abaixar o volume do som, ri divertida ignorando. Tomei um banho rápido. Maquigem basica, olhos pretos e boca vermelha, aneis de níquel. Calça preta, camisa do Ref Hot Chili Peppers e botas tipo do exército, estava pronta. Peguei minha mochila. Cheguei na cozinha e engoli uma panqueca com suco de laranja. _ Você não senta pra comer, não? _ o meu irmão reclamou. _ Estou atrasada _ respondi de boca cheia e na defensiva, antes de sair. Cheguei na escola ouvindo Angel, do Aerosmith pelos fones do celular. Vi o meu vizinho de armário antes de chegar. Alef acompanhou os meus movimentos com atenção, embora disfarçando, quando eu pegava os livros. Encarei ele ao fechar o meu armário. Queixo levantado, tentava compensar a diferença de altura entre nós. Me encarou de volta, mas engoliu seco. O sinal tocou e o Alef saiu mais rápido do que eu imaginei que ele poderia. Segui para a sala de aula também. Na hora do almoço escutava música enquanto comia. Bebi o meu suco quando ja estava satisfeita. Cantarolava Sweet Dreams quando o Alef se aproximou. Prendo a respiração ao vê -lo e respirei fundo em seguida. Cocei a minha nuca em desagrado quando ele sentou. _ O que diabos você quer comigo? _ praguejei. Vi sua expressão de desagrado pela primeira vez ali. _ Olha a boca! _ me repreendeu. Sorri agradada. _ O quê? Demon, d***o, satã _ falei rindo tão feliz por ver a sua cara. Alef fez uma careta que era de repulsa e ultrage, se levantando apressado enquanto me ouvia. Teria saído antes, se fosse possível. Sorri bebendo o meu suco triunfante, como se comemorasse. Nas aulas seguintes, ele tinha uma cara de "você foi muito má comigo e eu exijo um pedido de desculpas". Isso me fazia feliz. Estava rindo à toa. Cantarolava Monster, de Meg & Dia, enrolando uma mecha do meu cabelo no dedo, enquanto fazia o trabalho de classe individual. Na saída, uns garotos usavam o estacionamento para andar de moto. Eu estava com os fones nos ouvidos. Não ouvi ou vi quando uma moto vinha em minha direção por trás. Não sei de onde ele veio, ou como fez aquilo, mas o Alef me tinha em seus braços e estávamos no espaço entre dois carros em um segundo. Olhei pra trás vendo o piloto da moto caído no chão, segurando a perna machucada e chorando feito um bebê. _ De onde você saiu? _ perguntei confusa. Não tinha ninguém perto de mim, eu olhei para trás, pouco antes do acidente acontecer. _ Eu estava perto de você _ respondeu. _ Não estava _ ri, sem humor, da sua mentira. _ Eu salvei a sua vida. Vai recompensar me chamando de mentiroso? _ cobrou com decepção no seu tom. _ Vou. Porque você está mentindo. _ Você é impossível, Sofia! _ esbravejou e saiu zangado. Me surpreendeu que ele agisse assim. Era sempre tão simpático que me dava nos nervos. Só agora, neste momento, o Alef parecia uma pessoa normal, com sangue nas veias. Mas ele não estava perto e mim no momento do quase acidente. Não mesmo.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

O CONTRATO

read
3.6K
bc

Destinados ao Amor

read
2.5K
bc

A rainha da Grécia

read
10.1K
bc

A patricinha roubou o traficante?

read
4.1K
bc

A Filha do Meu Sócio

read
158.9K
bc

Tentação Perigosa

read
6.4K
bc

CORROMPIDA

read
1.8K

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook