CAPÍTULO 48 DODO NARRANDO: Eu fiquei sentado no sofá por um tempo que não sei medir. O corpo doía inteiro. O braço queimava por dentro, latejando a cada batida do coração. O rosto parecia uma máscara torta, inchada, ardendo como se alguém tivesse passado fogo. Mas a dor física não era nada. O que me consumia mesmo era a humilhação. Rael tinha feito de mim um saco de pancada de novo. Dentro do quarto dela. Na frente dela. Fechei os olhos e respirei fundo, tentando controlar o ódio que subia pela garganta como ácido. Aquele filho da p**a achava que mandava em tudo. No morro. Na boate. Na Luna. E, por um segundo, eu quase ri. Porque ele não fazia ideia. Não fazia ideia de que enquanto ele gritava, ameaçava e bancava o macho alfa… eu já estava dois passos à frente. Peguei o ce

