Minhas mãos estavam no meu rosto quente e eu olhei entre os dedos para porta depois de um bom tempo de espera por Zayan sair do banheiro estava tão envergonhada, mas de repente a porta se abriu e ele estava na minha frente com apenas uma toalha enrolada na cintura segui seu peito esposto e as gotas que desciam até dentro da toalha escondidos no seu caminho perigoso.
-Eu esqueci as roupas.
-Hum!
Ele falou, mas eu não conseguia tirar os olhos do seu corpo um sorriso zombeteiro dançou nos seus lábios e eu queria correr.
-Eu preciso ir.
Me levantei envergonhada por ser pega olhando quando sua mão segurou meu pulso.
-Eu te levo.
Olhei para ele quando ouvimos um trovão muito alto eu me assustei e me joguei nos braços dele segurando no único pedaço de pano que encontrei.
-Ai!
Dei um grito e levei aquele pequeno tecido na minha mão quando me afastei olhando espantada para baixo.
-Meu Deus!
Eu não sabia se olhava ou desviava o olhar.
-Se você queria ver poderia ter me falado e eu te mostrava.
-Sei pervertido.
-Hum!quem que ainda está com a toalha na mão e não consegui desviar o olhar.
Eu empurrei a toalha na mão dele e me virei ouvi sua risada e minhas orelhas queimaram depois de um tempo.
-Pronto pode virar.
Eu dei a volta e o que me recebeu foi a visão dele envolto apenas de uma calça moletom.
-Bem para alguém que não queria olhar você parece bem interessada.
-Para Zayan.
-Ta bom parei.
Ouvimos um novo trovão e o céu desabou Mohamed voltou.
-Parece que a chuva está muito forte alerta laranja não conseguiremos sair do hotel essa noite.
-Ju?
Eu peguei o celular e havia mesmo riscos era uma tempestade bem forte mamãe me mandou algumas mensagens eu havia dito que estava na casa da Gabi agora ela falou para permanecer na casa dela que era perigoso sair mandei uma mensagem dizendo que entendia e desliguei o telefone. Mohamed se foi e eu notei Zayan na minha frente como se estivesse tentando impedir de seu empregado me ver.
-O que foi?
Seus olhos me percorriam.
- Só eu posso te ver assim.
Sua mão tocou a minha e ele me levou até o sofá me segurando perto.
-Você ficará aqui comigo será muito perigoso sair com essa chuva.
-Tem outro quarto?
-Outro quarto não, mas a cama é bem grande.
Olhei para a cama e depois para ele.
-Prometo me comportar, agora você ainda está com fome?
-Não muita, mas pode ser algo quente.
-Vou pedir para você só espere um momento.
Ele puxou uma camiseta da mala e ver ele com roupa ocidentais o deixava tão bem.

Logo estávamos tomando uma sopa leve ao som dos trovões que continuavam quando terminamos foi bem na hora que a luz apagou e tudo virou um breu procurei por ele instintivamente e segurei seu braço e ele me trouxe para ele.
-Eu estou aqui.
Senti seus braços a minha volta e eu o segurei firme senti ser levantada.
Zayan
Parecia que tudo estava contribuindo para nós ficarmos juntos a tempestade e agora a energia que acabou segurei ela nos meus braços e a levantei levando a cama era melhor já estar ali já que não sabíamos a que horas a luz poderia voltar senti ela tremer quando a coloquei na cama.
-Zayan!
Ouvi sua voz sussurrar meu nome e algo se rompeu puxei mais para os meus braços e comecei a beijar seu rosto sem um dos sentidos os outros estavam mais aparentes e agora pelo tato eu pude encontrar cada parte do seu corpo beijei seu queixo o lóbulo da orelha e toquei seus cabelos.
-Zayan...
Só ouvia essa palavra da sua boca acabei me acostumando com a escuridão e através dos relâmpagos pude ver o contorno do seu corpo através da camisa beijei seus lábios quase me fundindo aos lábios dela o ar era superfulo e não tão essencial quanto os seus beijos chegou uma hora que o meu corpo esquentou de uma forma em que não sei se conseguiria me conter minhas mãos já se moviam sozinhas e encontrei a barra da camisa sentindo os contornos por baixo dela seus olhos estavam molhados quando eu os toquei e depois de mais dois beijos encostei a testa na dela.
-Se nós não pararmos eu não me responsabilizo pelo que vou fazer.
- Então não pare.
Eu respirei fundo para me acalmar biquei seus lábios.
-Você não sabe o que está dizendo, vamos apenas dormir hoje quando você estiver realmente pronta eu não vou me conter.
Ela suspirou soltando o ar e eu a deixei na cama indo tomar um banho gelado para me conter quando voltei ela ainda estava da mesma forma me aconcheguei atrás dela e surtei no seu ouvido.
-Agora durma.
-Boa noite.
Demorou algum tempo mais sua respiração se estábilizou e ela estava dormindo só que estar tão perto dela não apenas me deixou ligado depois do terceiro banho frio desisti e apenas aguentei não sei a que horas adormeci mas quando acordei já era dia e ela estava enrolada nos meus braços com a cabeça no meu ombro ressonando baixinho olhei para a hora e tentei chamar seu nome.
-Juliana acorda?
Ela se mexeu, mas continuou dormindo.
-Ja são sete horas você vai se atrasar para faculdade.
Seus olhos abriram e ela me olhou envergonhada.
-Eu tenho que ir para casa.
-Tome um banho que eu te levo.
Ela se levantou correndo para o banheiro quando ela saiu estava com a mesma roupa de ontem vestida.
-Vamos descer e tomar café, você deve estar com fome.
Seu estômago fez um barulho alto e eu sorri depois do café a levamos para casa quando ela me abraçou debruçada no carro e beijou meus lábios eu sabia que ela era realmente minha ela se despediu e ia entrar quando a porta se abriu e eu vi um homem na porta e eu sabia que o pai dela tinha nos visto.