O beijo

848 Palavras
Marcela pediu produtos de limpeza, estava disposta a deixar aquela casa impecável. No outro dia começou cedo a faxina, limpou cada canto daquela casa. Fez almoço e deu as crianças, os outros segurança também comeram quando ela não estava mais na cozinha. Marcela levou as crianças para sala e as deixou assistindo TV com um balde de pipoca, Megan estava mais animada, a visita do médico havia dado resultado. Como ainda não estava tarde resolveu subir as escadas e limpar o segundo andar. Marcela estava no escritório de Carlos limpando uma prateleira alta, ela sentiu o olhar dele queimar sobre ela, se desequilibrou e quase caiu do banquinho, mas foi pega por Carlos. — O que faz aqui em cima? — Sua voz saiu rouca, ele tentava, mas não conseguia esconder o desejo. — Desculpa, eu estava limpando, essa casa estava precisando. Pode me soltar agora... — Vou solta-la, assim que sentir seu cheiro, nada mais, prometo. — Carlos colocou o nariz em seu pescoço e a pressionou contra seu corpo, ao ponto de Marcela notar sua excit@ção. - Oh, It's a nice smell, so sweet...( É um cheio bom, tão doce). — Estou desconfortável, me solte! — Marcela disse timidamente. — Irá resistir se eu beija-la? — Por favor, disse que não iria fazer nada. — Era o medo novamente falando, apesar de Carlos ter mudado a forma que a tratava, ainda era um desconhecido e distante com ela. — Você é uma viúva, não fique agindo como uma virgem inexperiente, é só um beijo. — Carlos disse e sorriu. Carlos a beijou de forma intensa, a apertava mais ainda contra seu corpo com um dos braços e a outra mão desceu até a sua coxa, lembrou que a primeira coisa que reparou em Marcela, foram suas pernas. Sentiu o gosto suave de seus lábios e um gosto salgado, olhou para Marcela e percebeu que ela estava chorando. — Marcela, me desculpa, não pensei que se sentiria assim. Neste momento Ítalo entrou, analisou a cena , ele viu o medo nos olhos da mãe e se voltou para Carlos irritado e gritou com o pai como nunca fez com nenhum adulto. — Como ousa tocar nela! Marcela correu e se refugiou no quarto. — Ítalo, Marcela e eu somos adultos e você uma criança, não devia ter visto isso, e não vou te explicar, não tem idade para compreender. — Eu não sou idiot@! Eu pedi que não chegasse perto dela e sei que ela não queria ser tocada por você, ela estava chorando! — Ítalo me desculpa, eu não a machuquei e não queria assusta-la. Ítalo vasculhou suas lembranças, era essa expressão, a face de dor e medo que a mãe tinha no primeiro dia, pôde compreender o que soldado havia feito. — Foi isso, não foi? O soldado no dia que chegamos? Ele queria beija-la? Na verdade tanto o soldado quanto Carlos queriam muito mais, mas isso não era um assunto a ser tratado com uma criança. — Sim. — Essa era a resposta adequada a idade dele. — Por que o rosto dela ficou machucado? — Ítalo perguntou. — Marcela deu um soco no soldado e ele revidou, bateu nela, Lucius apareceu, bateu no soldado e o demitiu. — Ela deveria ter lhe dado um soco também. — Ítalo me desculpa! Ítalo saiu, e foi atrás da mãe, entrou no quarto e encontrou Megan brincando em cima da cama. — Cadê a mamãe, Meg? — No banheiro... Ítalo bateu na porta. Não estava fechada, mas não queria tocar em assuntos que a mãe com certeza não falaria. Ela pensava que seu martírio estaria apenas começando, seria forçada a um relacionamento para não se afastar dos filhos. Ítalo abriu um pouco a porta e viu a mãe chorando na banheira, ela ainda estava de roupa. Ele se sentou do lado de fora e ficou ali. — Mãe, eu não posso dizer que sei o que aconteceu, mas eu estou aqui, vou dar um jeito nisso, eu prometo. Mais tarde Carlos ainda estava no escritório, pensava em como era doce o sabor de Marcela, não queria se sentir atraído por ela, mas temia ser tarde demais. Lucius entrou, tinha um acordo e sendo Carlos o negociador resolveria fácil com ele. — Carlos, podemos conversar? — Lucius disse. — Claro, o que precisa meu amigo? — Sabe que sou direto! Quero a Marcela! — Não entendi... — Tinha razão, o menino me convenceu a trazê-la, mas antes disso eu já pensava em uma desculpa para tê-la aqui. Fiz o que me pediu, tem seus filhos aqui, minha recompensa será ela, em algum momento quero me unir a ela, Marcela será minha esposa. Carlos não sabia o que dizer, estava cogitando a ideia de ele mesmo ter algo com ela, mas realmente prometeu a Lucius qualquer coisa se tivesse sucesso em sua missão. — Está bem... Não vou me opor a isso. — Então temos um acordo? — Sim, meus filhos são meus, mas Marcela é sua! Ele apertaram as mãos, estava fechado um pequeno acordo sobre Marcela.
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