—Emma—
Enfim chegou a última aula! Meus dedos estão doendo de tanto escrever! E o pior! Essa última aula é de história, e sempre tem textões pra fazer...
— Boa tarde alunos! — disse a professora entrando com aquele sorriso maléfico, apenas alguns alunos responderam — Quero que copiem os textos da página 120 e 124! — QUATRO f*****g PÁGINAS?!
Suspirei cansada e abri o livro, vendo que nas quatro páginas só tinha texto, nem imagem tinha, OVO MORRÊEEE!
Estralei os dedos e comecei a escrever, olhei para Itadori que acabou dormindo, eu sorri, como a cadeira dele não estava muito longe, chutei seu pé, ele acorda espantado, aproveito que a professora estava entretida no celular e fiz um sinal para ele que entende e começa a fazer a tarefa com uma cara de tristeza.
Voltei a fazer minha tarefa, parei um pouco pra massagear minhas mãos, mas logo mordi o lábio inferior contendo as lágrimas, minha mão tá doendo muito!
— Srta. Carson? — olhei para a professora, todos me olham — Está tudo bem? — dei um sorriso forçado.
— Professora, é só minha mão que tá doendo! — ela se levantou e veio até mim, segurou minha mão e começou a massagear.
— Você não vai conseguir escrever mais hoje, vou ligar pro seu pai pra vir te buscar. — ela disse e saiu da sala, tentei abanar minha mão pra tentar fazer a dor passar, mas só piorou, comecei a chorar, Itadori larga tudo e vem até mim.
— Tá doendo muito?! — ele pergunta segurando minha mão gentilmente.
— T-Tá...! — ele começou a massagear minha mão, Mônica se vira para nós.
— Amiga, o que aconteceu pra sua mão doer tanto assim?! — ela disse tocando meu ombro.
— Acho que é por que eu tava escrevendo muito rápido...
— Que nada! — olhamos para Livia que ria com deboche — Aposto que tá fazendo showzinho pra sair mais cedo! — Mônica se levanta irritada e joga o livro na cabeça de Lívia — Ai! Sua maluca! — Itadori segura a risada.
— Olha lá como fala da minha amiga, sua quenga!
— É isso que eu ganho por estudar com uma bolsista que deveria estar mofando na escola pública! — ela disse e Mônica avançou sobre ela, e as duas começaram a brigar.
— Itadori, separa elas! — falei desesperada, vendo Livia puxar os cabelos de Mônica que chutava sua barriga.
— Mas...
— Vai! — ele se levanta e corre até Mônica, a separando de Livia que é segurada por Fernando.
— O que está acontecendo aqui?! — perguntou a professora vendo que a sala ficou bagunçada e que Livia e Mônica estavam despenteadas.
— Essa bolsista ai! Que não sabe o próprio lugar!
— Eu?! Professora, ela que começou falando m*l da Emma e depois veio me humilhar por que eu sou bolsista! — a professora suspira.
— As duas pra diretoria! Emma, seu pai está vindo te buscar, Itadori, você foi liberado mais cedo, já que não tem ninguém pra te buscar depois de levar a Emma. — disse a professora séria, Mônica e Livia vão pra diretoria, a professora olha para todos — Voltem a fazer suas tarefas! — me levantei e tentei guardar minhas coisas, mas Itadori me impede.
— Eu faço isso pra você. — ele guarda minhas coisas e coloca a mochila nas minhas costas, logo guarda suas coisas, põe sua mochila nas costas e segura meu pulso e saímos da sala.
Assim que saímos da escola, vimos o carro do meu pai nos esperando, Itadori abre a porta pra mim e eu entro, ele entra no banco de trás.
— O que aconteceu, Emma?! — pergunta meu pai, preocupado.
— Minhas mãos estão doendo... — ele segura minha mão.
— Elas estão muito tensas! Vamos pro hospital pro seu médico passar alguma coisa pra você! — ele disse e deu partida acelerando.
— Pai! Vai devagar! Eu não quero sofrer outro acidente! — falei sentindo meu coração pulando no peito, ele diminui a velocidade na hora.
— Desculpa... — olhei para Itadori que me estendeu sua mão, eu sorri e segurei, fazendo uma careta de dor por causa da mão.
•••
Logo chegamos em casa depois do médico me passar um remédio para dor no corpo, e mandou eu colocar minhas mãos na água quente e ficar o resto do dia sem fazer muito esforço com as mãos.
— Vem, vou colocar água quente pra você. — disse meu pai me puxando pra cozinha.
—Itadori—
Emma e seu pai vão pra cozinha, passei a mão nos cabelos, tenso.
— O que aconteceu? O velhote saiu correndo desesperado daqui. — perguntou Sukuna enquanto assistia TV.
— Ela ficou com as mãos doloridas, o pai dela ficou preocupado, óbvio, a gente passou no hospital antes de vir pra cá. — falei coçando a nuca — Eu vou pro meu quarto, dá licença. — subi as escadas morrendo de preguiça.
Coloquei a mochila na cadeira da mesa de estudos que tinha um notebook encima, um porta-lápis e um abajur, peguei uma roupa confortável no guarda-roupa e fui pro banho.
Ao entrar naquela água quente que caía do chuveiro, eu senti meus músculos relaxarem, Deus, como estou cansado! Não lembrava que aulas normais eram tão cansativas assim!
Logo terminei meu banho, me vesti e sequei meus cabelos, saio do banheiro e me jogo na cama, sentindo meu corpo relaxar.
— Haah... — fechei os olhos, relaxando meu corpo, logo minha barriga roncou — Cara, tô morrendo de fome! — depois de alguns minutos, tomei coragem pra me levantar e desci pra cozinha.
Ao entrar na cozinha, vi Emma quase dormindo na mesa enquanto molhava suas mãos em uma bacia com água quente, seu pai fazia o jantar.
— Itadori! Está com fome? — ele me pergunta, eu sorri.
— Sim...
— Senta ai, tô fazendo uma sopa! — ele disse sorrindo, eu me sentei ao lado de Emma que estava quase caindo de sono.
— Tá melhorando? — perguntei segurando seu pulso, ela me olha e sorri.
— Uhum... — ela deita a cabeça em meu ombro, eu sorri e fiquei lhe fazendo cafuné.
— Ela tá melhor? — eu e o pai de Emma olhamos para Sukuna que entrava na cozinha.
— Tá melhorando. — falei vendo que ela acabou cochilando no meu ombro enquanto eu acariciava seus cabelos.
— Hm... — Sukuna se senta à nossa frente e fica olhando pra Emma, percebi que ele tinha um brilho à mais nos olhos, é impressão minha ou...?
— Sukuna? — ele me olha — Depois do jantar, podemos conversar? — ele fez careta.
— Certo.
Logo o jantar ficou pronto, acordei Emma que tirou as mãos da água, alegando que estava melhor, logo seu pai colocou os pratos na mesa.
Todos nos servimos e nos sentamos pra comer.
— Então, como foi seu primeiro dia de aula, Itadori? — James me pergunta sorrindo.
— Ah, foi bom! Pude até ver briga entre meninas! — falei e ele e Emma riram.
— Tô achando que ele é igual você Emma, adora uma briga.
— Eeeeu?! — ela fez carad e ofendida — EU AMO! — falou e nós três rimos, Sukuna estava calado, comendo em silêncio.
— Tem mais alguma novidade? — ele olha para nós dois, eu pensei em falar sobre o professor de geografia, mas Emma foi mais rápida.
— Vou precisar fazer aulas particulares com o professor de geografia. — ela disse fazendo bico, seu pai fez careta.
— Não gosto desse cara. — disse ele, eu sorri.
— Também não gostei dele! Parece até que ele quer alguma coisa com a Emma! — falei e ela pisou no meu pé — Ai! Por que fez isso?! — ela me olha, indignada.
— Fala sério! Ele não tem essas intenções! E como eu disse, se ele tiver, tá mexendo com a pessoa errada.
— Hmmm, sei não! Por segurança, um desses dois vai ficar indo com você! — ela fez careta.
— Pai!
— Sem mais! — ela ficou emburrada e continuamos comendo, dessa vez, em silêncio.
Ela foi a primeira que terminou de comer, colocou o prato na pia e subiu pro quarto.
— Acho que ela ficou irritada. — falei abaixando a cabeça e terminando de comer.
— Não se incomode, logo ela esquece isso. — disse seu pai colocando seu prato na pia — Boa noite meninos! — disse e subiu, eu e Sukuna colocamos os pratos na pia, Sukuna ficou na sala e eu subi pro quarto.
Mas antes, bati na porta do quarto dela.
— Entra. — ouvi sua voz calma, abro a porta e entro em seu quarto, ela vira a cara — Precisa de algo? — suspirei.
— Me desculpa pelo que eu disse, eu só expressei minha preocupação...aquele cara realmente... — ela me interrompe.
— Você acha que eu não poderei me ajudar, não é? — ela me olha — Mesmo que ele faça algo, eu não vou ter medo de denunciar, não vou me culpar, eu sei muito bem que o monstro é apenas o criminoso. — falou e se deitou, de costas para mim.
— Ok...só não quero que fique com raiva de mim. — falei e daí do quarto, suspirei pesadamente e fui pro meu, me joguei na cama, pus meu celular pra carregar e peguei no sono, estava exausto.
(...)
!!!NÃO REVISADO!!!