Eu veria Thomas Wolfgang em menos de dez minutos, olhei para o sanduíche, enquanto tentava aproveitar meu lanche sem pensar na besteira que fiz no fim de semana, depois de fazer uma aposta para t*****r com alguém.
Detalhe.
Ele não sabia de nada.
Nada mesmo.
Nop.
Mordo o sanduíche.
Quando eu tinha três anos vovó me tirou da minha mãe, ela sempre foi uma viciada em h*****a, lembro dela em apenas um dos meus aniversários, ela morreu faz três anos de uma overdose, eu lembro da vovó indo ao hospital levar sanduíches como esse para ela, mas ela não conseguiu sair daquela vida.
Vi minha avó sofrendo apenas em duas ocasiões, na morte de Jijin e na morte da minha mãe, a gata ciamesa era velha como ela.
Os sanduíches da vovó são os melhores, ela coloca presunto em fatias fatias fina, coloca queijo e ainda coloca uma fatia por cima e deixa dourar lindamente, como naqueles programas de Master chefe profissional.
As vezes visitava ela apenas para comer eles.
Ela sempre me deu de tudo, mesmo que na maioria das vezes ela estava no plantão no hospital.
Minha mãe era filha única, vovó era viúva, eu não tinha lá uma família grande, fui ter depois que fiz amizades e estive mais perto da vovó.
- Espero que esteja pronta para ver o seu alvo na próxima aula.
Vejam, pra muito a fala pode ser de uma boa amiga, te aconselhando a fazer algo bom e certo.
Mas não se enganem com Jena, ela me manipulou a fazer uma aposta que eu perdi bonito, tendo agora que arrumar uma forma de t*****r com um professor.
Eu conheci ela no prédio, ela era a vizinha da casa ao lado, eu e elas ficávamos sempre sozinhas, até as duas descobrir a existência uma da outra, a mãe dela era uma cozinheira, uma ótima, então ela ficava parte do dia fora cozinhando no restaurante e ganhando a vida.
Eu e ela cruzamos caminhos e até hoje, na universidade, estávamos juntas, cursando algo bom e satisfatório pra gente.
Mas, entre isso tudo, ela e eu somos abertas, fizemos muita coisas juntas e até desafiamos uma a outra, aos vinte três anos somos maluca por diversão, daquele tipo moderado que não causa nenhum dano ao meio ambiente e nem a nossa integridade física.
Até a noite da aposta.
Olhei o relógio e depois fiz uma careta.
- Você fala isso por não ser você.
- Quero que me eixe informada em tudo, vou adorar saber depois se ele realmente é bom.
- Eu juro não te contar Jena, eu juro mesmo.
- Sou sua melhor amiga, você faz o seu dever compartilhando isso.
- Você poderia ter apostado outra coisa, mas Thomas Wolfgang? O nosso professor.
- Isso não vai ser sacrifício pra você.
- Tudo bem, tudo bem, mas eu vou tentar até o fim do mês, se eu não conseguir, vamos esquecer isso.
- Você não vai precisar de um mês, você é esperta.
- Mesmo assim, tanta gente pra você escolher.
- A maioria dos cara desse campus tem tara na sua b***a e nos seus p****s, veja Maya, você tem que surpreender.
- Ficar com Thomas não vá surpreender.
- Aí que está - Me levanto e pego minhas coisas, Jena faz o mesmo. A ruiva baixa e gorducha tem um bom temperamento, auto de si, do tipo que não fica para trás, mas isso não é de agora, Jena passou por uma aceitação tão r**m, ainda mais quando ganhou peso depois que a mãe ficou doente. Foram uma ano onde cuidou da mãe e eu e vovó cuidamos dela da forma que podíamos.
Sim, esqueci de avisar, ainda moramos no mesmo prédio, lado a lado, as quatro mulheres.
Parece até uma comédia quando nos quatro nos juntamos pra assistir algo ou fofocar.
- Essa sua empolgação não me agrada ruiva, eu não sei se vou conseguir chamar a atenção dele. Se ele ficar no meu pé depois a culpa é sua.
- Não vai ficar, confia.
Suspiro fundo, enquanto começamos a caminhas de volta pra sala.
- Sabia que poderia ter escolhido alguém o time de basebol?
- Não, são todos ruins.
- Grande menina super poderosa.
- Eu me livrei de Mett, aquela magricela pensou que eu sabia que ele namorava, até fazê-la entender que eu não sabia de nada.
- Homens sempre mentem.
- A maioria sim, um medo de ficar sem meus cabelos ruivos.
- Imagina os meus, por isso falo, melhor ser uma FBI que descobre até o nome da avó da pessoa, do que uma boba.
- Foi um alerta aquele cara amiga, eu não fiquei com mais ninguém do tipo. Por isso falei de Thomas, ele é íntegro, parece sério e bom no que seu lá que vão fazer.
- Olha só, eu me prestando a isso, nunca tive fetiche com professor, sabia?
- Eu tinha, lembra do Geziel? De matemática na quarta série? Eu até tirava fotos dele.
- Jena?!
Quando entramos na sala, o assunto morre por alguns segundos.
Bem diante nós, conversado com um dos rapazes da turma, vejo Thomas Wolfgang.
Vejam a forma que ele se veste com o terno três peças, escondendo o corpo musculoso e definido, com a mandíbula perfeita coberta por uma barba e o cabelo puxado para trás em um penteado, belos cabelos pretos.
Muitos o chamariam de padrão.
Mas vejam, ele se afasta do rapaz e se move, tira o terno e dá pra ver a camisa social branca demais e até o suporte da calça, parecendo um lorde do tempo antigo, com um brilho diferente.
Mas o melhor dele não era a forma de se vestir ou se portar, porque sim, ele andava em passos firmes e não parecia abaixar o olhar, mantida uma linha tênue entre seus olhos e apenas seu olhos, dando até medo e parecendo uma forma dele intimidar os alunos.
A maioria das meninas da sala se matariam pra ter atenção dele.
Eu acho ele bonito.
Sensual.
Sexy.
Um p**a de um homem gostoso.
Eu não vou mentir.
Mas ficar com ele? Dar minha b****a para o professor?
Não era nem por nota e nem nada disso.
- Pare de encarar ele com a boca aberta, vai escorrer a baba.
- Eu não - Balanço a cabeça.
- Já pensou em uma forma? - Balanço a cabeça.
- Vai me contar depois.
- Até antes pra ver se é uma boa ideia.
- Maya você tem até o fim do mês pra fazer isso.
Ergo o olhar para frente, então vejo os olhos dele atentos a cada pessoa que entra na sala, vejam como os olhos negros são bonitos, caindo tão bem nele. Até a boca carnuda.
Se ele não fosse meu professor, seria fácil chegar.
Eu não era nenhuma santa e gostava do s**o com v*****e, embora as vezes era frustrante, eu não tinha namorado e achar alguém descente pra t*****r dava um trabalho enorme, parecia que a qualquer momento eu poderia entrar em uma fria.
Então me resguardava e as vezes usava o Red, meu vibrador.
Vamos, todas as mulheres deviam usar um bom vibrador, do tipo que dá conforto e a melhor sensação do mundo. Vivemos no século 21, não precisamos de homens para t*****r.
Mas vejam, eu agora preciso de um pra t*****r e cumprir uma aposta, baseada no fato que ao fim desse aula eu iria até ele, iria parecer perdida, embora não estivesse, fazendo ele se compadecer e se aproximar.
Ah, mas isso é um plano r**m.
Amigos, e não arrumei um plano pra f***r com o professor.
Apenas sei que ele tem que parar na minha cama, como?
Eu não faço ideia!
Mas eu iria ficar com Thomas Wolfgang.
Mais um capítulo fresquinho pra vocês, espero que gostem e aproveitem muito, assim como eu escrevendo. Não esqueça de adicionar o livro na biblioteca e também me seguir aqui na plataforma, isso é importante pra mim e para vocês, garanto que não vão se arrepender, além de ficarem por dentro de novos livros e novidades maravilhosas. Beijos e até logo.