Linda sai, me deixando sem palavras, rebolando de um jeito que nunca tinha feito antes. Agora que está solteira, acha que pode fazer o que quiser, e eu sei que pode, tem todo o direito.
— Tudo bem, que faça o que quiser. Resmungo.
Volto para a mesa com a minha noiva, que já tem uma mesa cheia de comida que não consigo identificar direito, mas sei que vai acrescentar vários zeros à conta.
— Bem, enquanto você conversava com aquela mulher, eu pedi tudo isso. Ela me informa.
— Você pode pedir o que quiser. Sorrio para ela, embora os meus olhos não se desviem da mesa da LiNDA, onde ela está rindo de um jeito bem fácil.
— Você se livrou de uma enrascada. Comenta Rachel com desdém. — M*al posso acreditar que ela seja filha de um empresário tão importante. Não tem modos.
— Não, querida, ela não tem. Murmuro, desdobrando o guardanapo.
Preciso começar a comer e acalmar os meus nervos. Eu não estava nervoso quando a pedi em casamento, então não deveria estar nervoso com o que quer que aquela mulher maluca faça.
— Quando você quer que a gente se case? Eu gostaria que fosse daqui a seis meses para que eu possa organizar tudo.
— Seis meses? Não é pouco tempo? Você sempre disse que queria uma grande cerimônia.
— Sim, mas eu também não quero esperar mais para ser sua esposa. Ela responde, apaixonada. — Ao contrário de algumas outras, eu realmente sonho em me casar com você.
— É por isso que você é perfeita. Digo, finalmente olhando para ela. — Você me ama, não é?
— Claro que sim. Você é o homem mais perfeito do mundo. Quem não gostaria de se casar com você?
— Linda. Rio. — A experiência a traumatizou.
— Hã?
— Quero dizer, a pressão que nos fizeram para casar. Corrijo-me, acariciando o seu rosto. — Enfim, não vamos falar dela. Gostou do anel?
— Adoro tudo o que você me dá. Ela suspira, aqueles lindos olhos azuis me fitando com ternura.
Ela é a mulher com quem quero passar o resto da minha vida, sem dúvida alguma. O meu cartão de crédito pode estar estourado, mas vale a pena quando ela vive só para mim, ao contrário daquela mulher sem vergonha que quer dar a todos o que me neg*ou.
Eu nunca deveria ter dormido com ela todos aqueles anos. Fui um idi8ota.
— Eu te amo, Ethan. M*al posso esperar para passar a minha vida com você, para ser a Sra. Lawson.
Enquanto me inclino para beijá-la, uma risada me interrompe. Como sempre, vem da mesa da minha rainha do gelo, para quem algum garçom idi*ota acabou de entregar uma flor.
— Essa mulher parece ser bem popular. Rachel ri. — Parece que ela não vai demorar muito para encontrar alguém para casar.
— Ela é insuportável, todo mundo vai terminar com ela em menos de uma semana. Rio, embora não tenha graça nenhuma.
Será que ela vai mesmo se deixar conquistar por uma flor morta? Porque eu não entendo nada de flores, mas essa coisa tem menos vida do que o meu avô, que está enterrado há mais de vinte anos.
Essa mulher tem padrões tão baixos.
Tento me concentrar no meu jantar, mas ver tantos frutos do mar me dá ânsia de vômito. Por que a Rachel pediu tantos pratos?
— Rachel, você vai comer tudo isso? Pergunto.
— Sim, estou morrendo de fome. Posso começar agora?
— Claro, querida. Sorrio para ela. — Hoje você é a minha favorita.
— Deveríamos ter trazido o Thiago.
— Não, de jeito nenhum, querida. Sorrio para ela. — Hum...
— Eu sei que você está chateada com a história da TV, mas ele é só uma criança. Ela o defende. — Ele te ama muito e está arrependido.
— Rir na minha cara é o jeito dele de se desculpar? Ergo uma sobrancelha. — Não sei, mas ele não pareceu muito preocupado.
— Bem, ele sabe que você tem muito dinheiro.
Linda se levanta. Ele está entregando um pedaço de papel para o garçom. Sigo o olhar daquele cara e então vejo o idi*ota que mandou a flor. Não faço ideia de quem ele seja, mas ele se parece muito com aquele cara, o Santino.
— Meu amor...
— Vamos embora daqui. Eu digo de repente, e ela chupa o pedaço de polvo que estava comendo. — Eu quero fazer amor com você.
— Mas...
— Ou você não quer? Eu a acuso. — Você vai me rejeitar também?
— Do que você está falando, Ethan? Ela pergunta, franzindo a testa. —Nós só…
— Bem, não me interessa, estamos indo embora. Digo bruscamente, chamando a atenção de alguns dos outros clientes ao meu redor. — Não gosto de ambientes cheios de descaramento.