"Cada lágrima minha é a culpa que você irá carregar pro resto da sua vida"
P.V.O THAYS
Quarta-feira
20/03/2018
04:20 da madrugada
Eu estava terminando de arrumar a cozinha da janta quando eu sentir ele puxando meus cabelos, eu nunca tive tanto medo igual, tive quando ele começou a me bater e a chutar meu corpo.
Eu estava desesperada, eu não me importava com o estado que eu estava, mais a única coisa que me importava naquele momento era a minha filha, a minha Hanna, eu só sabia chorar e implorar por ajuda, eu sentia uma dor no pé da barriga e isso me deixava desesperada.
Já não tinha como pedir ajuda, estava jogada no chão da cozinha desde a hora que acordei morrendo de dor pelo corpo, principalmente na barriga, eu Chorava baixinho perguntando a Deus o porquê disso está acontecendo comigo?
Pedindo para ele proteger a única pessoa que me mantém de pé, que não me deixa desistir da p***a da minha vida, eu precisava de ajuda, quanto mais tento gritar mais minha voz falha e a dor só aumentava.
Eu: SOCORRO — gritei com a voz arrastada sentindo a dor na minha barriga só aumentar e logo sangue começar a escorrer pela minha perna — ME AJUDA Por favor — gritei chorando, meu maior medo era perder a minha menina!
WC: que p***a aconteceu aqui? — perguntou preocupado correndo até mim — qual foi c*****o que aconteceu nessa casa com você — perguntou olhando para mim que Chorava e via a bagunça da casa.
Eu: estou perdendo meu bebê, me ajuda por favor — falei desesperada — pega a bolsa no quarto dela me ajuda por favor… AHHHHHHHHH — gritei me contorcendo sentindo uma fincada forte na barriga.
Ele correu subindo as escadas, e logo voltou com uns documentos na mão e a bolsa da Hanna me pegando no colo.
Eu já tinha tudo pronto, por ser uma gravidez de alto risco eu sabia que a qualquer momento eu iria precisar, porque como o médico mesmo disse a qualquer momento era viria e poderia não aguentar a chegar até o final da gravidez…
Mais eu me cuidava, eu fazia de tudo para poder não, fazer algo que prejudicasse a minha gravidez, eu queria que ela nascesse normal, com o tempo certo daqui a uns dias eu completaria 7 meses, não estava na hora.
A cada pensamento eu chorava, me contorcia de dor depois de alguns minutos Wallace apareceu com as bolsas e os documentos me pegou no colo e me colocou no carro.
Eu estava fraca, não conseguia me manter acordada pela dor que eu estava sentindo, eu só sabia chorar baixinho, sentindo sua respiração descontrolada e sentindo seu coração bater rápido.
WC: qual foi cara dorme não mano, me ajuda aí a gente já tá! Chegando — ele fosse assim que percebeu que eu estava perdendo a memória, conseguia ver que a gente tava indo em direção ao postinho do morro!
Minha visão escurecia e voltava ao normal em questão de segundos, tenho certeza que a minha pressão estava caindo ou estava alta de mais.
Eu: e.eu estou sangrando — falei Chorando — por favor, não deixa nada acontecer com a minha filha Wallace, eu não posso perder ela, por favor me ajuda — falei já chorando, eu não podia perder a única coisa que me mantém viva nesse mundo.
A única pessoa que fez dos mais dias, escuro, mais colorido, durante todos esses de inferno o único momento em que eu esquecia de tudo que se passava na minha vida era quando eu falava com ela e quando eu sentia ela se mexer dentro de mim.
A cada pensamentos que eu tinha eu chorava, chorava dele medo, chorava por medo de não ver ela nunca mais.
WC: me ajuda c*****o a mulher tá! Perdendo o bebê — escutava ele gritar e logo alguém vindo em nossa direção.
Eu estava tão longe com os meus pensamentos que nem tinha reparado no momento em que a gente tinha chegado no hospital.
Xxx: o que aconteceu, senhor — falou vindo com uma maca em nossa direção com mais outros médicos.
WC: só ajuda ela, p***a — eu escutei ele falar de longe!
Ele não precisava falar para pessoas, poder entender, todo mundo ali me conhecia, sabia quem eu era e quem e meu “marido”.
Mesmo não, tendo muita consciência, eu conseguia sentir olhar de pena que ela está me olhando.
Assim como tenho certeza que é assim que todos estão me olhando.
Xxx3: ela está perdendo muito sangue, sala de cirurgia agora — escutei um médico gritando-vou precisar que você se mantém acordada ou se não vamos arriscar perder vocês dois — ele falou eu não tinha mais forças para me manter acordada.
Eu fiz o possível e o impossível para poder chegar aqui, tudo doía, eu já não tinha forças, eu não tinha forças para colocar a minha filha no mundo, meu corpo doía!
Eu já não tinha mais o controle dos meus olhos, não tinha como controlar o que eu fazia.
Xxx3: anestesia local agora, ela não vai aguentar, precisamos tira o bebê ou será tarde de mais, temos sérios riscos de perder os dois vamos — foi a única coisa que escutei quando apaguei.
......