Capítulo 4

1049 Palavras
Safira Eu sei que posso estar ficando louca em ter aceitado vir à casa do Jared depois de tudo, mas confesso que tenho o coração mole quando se trata de crianças. Toco a campainha da casa e ele aparece com o cabelo todo bagunçado e segurando um neném de um jeito todo desengonçado. Pego o bebê dos braços dele e o alinho no meu colo. — De onde surgiu essa criança? — Ele é meu irmão? — Como assim, irmão? Até onde eu sei a mãe dele não estava grávida. — É uma longa história, ele deve estar com fome, o que um bebê come? Eu só tenho suco e alguns ingredientes pra fazer sanduíche na geladeira. — Ele não vai comer sanduíches, Jared, tem legumes? — Sim. — Ótimo, eu vou fazer uma sopinha pra ele, mas acredito que não seja apenas fome, pelo cheiro ele está com a fralda suja. — E o que eu faço? — Olha, pega alguns legumes e vai cortando, enquanto eu troco a fralda dele. — Tá bem. Não era a toa que ele estava chorando, está com a fralda toda suja e ao que parece ele está um pouco assado. Acredito que ele não estava sendo bem cuidado. Pego o que tem na sua bolsa e o troco. Após fazer isso, fui em direção a cozinha e ensinei o jeito certo para que o Jared segurasse o Nicholas. Ele me disse seu nome assim que cheguei na cozinha. — Jared, você precisa comprar mais fralda, pomada, lencinhos… — Pra que tudo isso? — Só tinha essa fralda na bolsa dele, ele vai precisar de mais. — Droga! Eu não sei cuidar de uma criança. — Porque está com ele? — A louca da mãe dele, o deixou aqui e foi embora. — Que tipo de mãe faz isso? — Não sei, Safira, você vai aceitar voltar ao trabalho? Eu aumento seu salário. Eu queria muito dizer não, mas a minha mãe precisa do tratamento e com o aumento que ele vai me dar, vai me ajudar a cuidar mais dela. — Tudo bem, eu aceito, mas com uma condição. — Qual? — Que você não seja um i****a. — Certo, eu vou tentar Quando terminei de alimentar o Nicholas, fui o colocar pra dormir, o Jared pediu que a farmácia entregasse algumas coisas para o seu irmão e combinamos de ir ao shopping amanhã pra comprarmos tudo o que ele precisa. … — O que acha desse berço? O colchão parece ser confortável. — Safira, eu não entendo muito dessas coisas, mas se você acha que é bom, eu acredito. Compramos o berço, uma cômoda e saímos da loja. Entramos em uma para comprar algumas mantas para o bercinho e depois fomos comprar algumas roupas. Já era quase perto do horário de almoço quando saímos da farmácia. — Vamos almoçar, Safira. Fomos para um restaurante que tem no shopping e eu pedi pro Nicholas uma salada de frutas. — Você precisa contratar alguém para cuidar dele, enquanto estiver trabalhando. — Eu vou, marquei algumas entrevistas para amanhã e preciso que me ajude. — Tudo bem. Quando cheguei em casa já era final de tarde, minha mãe estava na cozinha. — Oi, mamãe. — Oi, meu amor, onde estava? — Trabalhando. — Conseguiu um emprego? — Mamãe, eu esqueci de te avisar, mas voltei a trabalhar na empresa do Jared. — Tem certeza que é uma boa ideia. — Sim, eu sei lidar com ele. — Certo. A ajudo a terminar o jantar e conto pra ela tudo o que aconteceu durante o dia. Minha mãe é uma das melhores pessoas que eu conheço. Eu fico feliz em saber que estarei a ajudando novamente com o seu tratamento. Tudo o que quero é que ela fique bem. Amanhã meu dia será cheio, voltarei para empresa e seu que deve ter uma pilha de papeis me esperando, apesar do meu chefe me tratar bem hoje, eu sei que não é do seu caráter ser assim. Não espero ser bem tratada, o conheço a dois anos para asee o suficiente que quando ele é bonzinho em um dia, no outro está um porre. No dia seguinte quando cheguei à empresa, ele ainda não tinha chegado, organizei a sua fala, liguei o notebook e fui checar os e-mails. — Bom dia, Sr. González. — Só se for pra você. Ele diz e entra na sua sala. Não falei? Que os céus me ajudem a lidar com ele hoje. Após alguns minutos ele interfona e pede que eu vá até a sua fala. — Qual a minha agenda de hoje? — O senhor tem uma reunião com os acionistas espanhois e alguns relatórios agora para analisar, também tem uma reunião com a equipe de designer para que apresentem o novo modelo de joias que desejam lançar no próximo mês. — Certo, mais alguma coisa? — Não, o senhor deseja mais alguma coisa? — Um café bem forte. — Tá bem, é… como está o Nicholas? — Aquele ser minúsculo não me deixou dormir a noite toda, chorava toda hora, eu vou acabar ficando louco, Safira. — Vai ficar com a guarda dele mesmo? — Isso não é da sua conta, agora traga meu café. — i****a. — O que disse? — Nada. Saio da sua sala e trago o seu café. Durante o dia o Jared se tornou ainda mais carrasco, se ele continuar assim, vai acabar ficando sozinho, como um velho rabugento. — Safira, já está tarde, eu te levo em casa. Aceitei sua carona, porque estava muito cansada. Quando cheguei em casa, a mamãe estava um pouco mais cansada que o normal. O tratamento está a deixando assim. Sendo bem sincera, eu estou com medo de perder ela. O médico disse que deveríamos tentar um novo método, mas não temos condições de arcar com ele no momento. Após o jantar eu olhei os desenhos que tinha feito, apesar de estar estudando contabilidade, eu amo desenhar. A reunião com a equipe de designer não foi bem, será que seria uma má ideia mostrar meus desenhos ao meu chefe? Seria um sonho ter os meus designers reproduzidos por uma das maiores empresas do mundo. Quer saber? Eu vou tentar, afinal, o que eu tenho a perder?
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