Capítulo 2

1147 Palavras
Safira Infeliz! Entro no ônibus coberta de lama, e xingando meu chefe de todos os nomes possíveis. Me sento ao lado de uma senhora no ônibus, e ela me olha com pena. — Dia difícil? Ela me pergunta. — A senhora nem imagina o quanto. .... — Safira, o que aconteceu? Minha mãe pergunta quando chego em casa e ela vê meu estado. — Um i****a passou com o carro em alta velocidade e me sujou. Digo. — Vá tomar um banho, meu anjo, tô preparando nossa janta. Subo e tomo um banho demorado. Aquele infeliz acabou com minha blusa branca. Minha vontade é de me vingar amanhã. Finalizo meu banho e meu celular indica a chegada de uma mensagem. Pego meu telefone e é uma mensagem do i****a do meu chefe. Mensagem on Chegou bem em casa? Sujou muito? Eu mato ele! Sabe quem nem tanto, espero que você tenha uma péssima noite. Mensagem off Bloquei o celular para não me estressar mais. Depois de me trocar, vou à procura da minha rainha e a encontro terminando de colocar a mesa. — Mamãe, era pra você ter me esperado. Digo. — Eu tô bem, Safira. Deixa eu fazer pelo menos uma janta pra você. Me sinto uma inválida, pois não posso fazer nada. Ela diz e meu coração se aperta. — Mamãe, você não é uma inválida. Eu só quero que você descanse. — Eu sei, meu amor, mas eu estou bem. (...) — Srta. White, traga um suco para mim. De preferência, sem açúcar. Ouço a voz irritante do meu chefe assim que atendo o telefone que tem na minha mesinha. Vou até a lanchonete da empresa e pego um suco de laranja, pois é o que ele sempre toma, e vou para a sua sala. Abro a porta sem bater e ele está sentado na sua cadeira lendo um relatório. Ele pode ser um cretino, mas é muito bonito, admito. — Vai ficar aí babando ou vai entregar logo meu suco? Ele pergunta me encarando com uma cara de deboche. — Aqui está seu suco, senhor. Digo. Quando vou entregar o suco a ele, “sem querer” eu derramo o suco nele. — VOCÊ TÁ LOUCA? MANCHOU MINHA CAMISA. Ele grita e se levanta em um sobressalto. — Desculpa, foi sem querer. Digo. — Sem querer? Tudo que você faz é sem querer. Eu não sei como ainda te aturo. Você não passa de uma incompetente Ele grita e eu tento me conter, mas não consigo. — E você não passa de um babaca. Acha que o mundo gira em torno de você e do seu dinheiro. Ele me encara furioso. — Some da minha frente. Vai fazer algo de útil na sua vida e desmarca a merda da reunião com os acionistas j*******s. Ele ordena. — Sim, senhor. E quanto a isso aí, nada que um sabão não resolva. Digo. — Eu poderia fazer você pagar. — Se o senhor pagar hora extra. — Some daqui. Saio da sua sala e vou desmarcar a reunião. Confesso que estou me sentindo maravilhosa. Minutos depois ele sai da sua sala. — Srta. White, remarque a reunião com os acionistas, eu irei recebê- los. Ele diz e logo retorna para sua sala. Esse cara é louco! Ligo novamente para a secretária do Sr.Takahashi e remarco a reunião. Quando já está perto da hora da reunião. Ele sai da sua sala com sua maleta na mão. — Senhor, a reunião irá começar daqui a pouco. — Que reunião? Eu falei para você desmarcar. Por acaso você é surda? — Eu desmarquei, mas você mandou marcar de novo. — Além de surda é burra? — E você é um i****a. Sussurro. — O que você disse? — Nada. — Então conserte a burrada que você fez e desmarque a reunião. — i****a. Pego o celular para ligar para a secretária dos acionistas, mas sou interrompida quando sinto sua mão em cima da minha. — Acho bom você controlar sua língua. — Eu não fiz nada. — Fica me chamando de i****a e não fez nada? — Você vive me chamando de incompetente e nem por isso eu fico surtando. Ele me vira e me encosta na minha mesa. — Você é muito abusada. Ele estava tão próximo, próximo demais, quase me beijando. — E você é um cretino. Ele se afasta e estranho a sensação que me deu. Era como se sentisse falta do seu toque na minha pele. Afasto esses pensamentos absurdos e me concentro no homem m*l humorado na minha frente. — Pode ir embora e não precisa retornar amanhã. Ele diz e eu respiro fundo. — Você está me demitindo? — Olha só, pelo menos uma coisa você entende. — Então já que estou demitida, posso fazer algo que queria fazer há muito tempo, e posso fazer agora, já que você não é mais meu chefe. Me aproximo dele e alisei seu rosto. Ele sorriu de lado. — Me beijar? Você não faz meu tipo. — Não, eu queria te dar isso. Minha mão vai de encontro ao seu rosto e o barulho do tapa reverbera por todo o ambiente. — Vai embora daqui, sua incompetente. — Adeus, Jared. Te desejo todo o fracasso do mundo. Saio da sua empresa às pressas! Droga! Agora que minha ficha caiu. Eu fui demitida, e agora? Como vou continuar pagando o tratamento da minha mãe? Por que eu faço as coisas sem pensar? Chego em casa e encontro a Zoe conversando com minha mãe. — Chegou cedo, Safira. Minha mãe diz e eu engoli em seco. — Aconteceu uns problemas lá. A Zoe me encara com seu cenho franzido. — Vou tomar um banho e já desço. Digo. A Zoe me acompanha até meu quarto. — Tá tudo bem mesmo, Safira? Ela me pergunta. — Sim. — Safira, eu te conheço há muito tempo. Sua carinha não tá nada boa. — Eu fui demitida, Zoe. Confesso. — Por que? — Digamos que eu enfrentei meu chefe. — Por que? Ele te maltratou? — Ele é um i*****l, Zoe. Ficava o tempo todo dizendo que sou uma incompetente, que não sabia fazer os trabalhos direito, mandava eu refazer os relatórios mais de uma vez no dia, eu cansei. — E agora, Safira? — Eu não sei, eu vou receber minhas contas do trabalho, mas não será o suficiente para terminar o tratamento. O caso da minha mãe está se agravando. — Ai amiga, se eu pudesse, te ajudaria. Mas o que ganho na lanchonete m*l dá para pagar minhas contas. — Eu sei, Zoe. Irei dar um jeito. .... Minha amiga foi embora após o jantar. Depois que limpei a cozinha, fui deitar.... O que vou fazer da minha vida agora? Tem um monte de conta para pagar, tratamento da minha mãe... Eu preciso de outro emprego urgentemente
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