Capítulo 4. Caixa cinco Armand Moncharmin escreveu memórias tão volumosas durante o período bastante longo de sua cogestão que podemos nos perguntar se ele alguma vez encontrou tempo para cuidar dos assuntos da Ópera de outra forma que não fosse contando o que acontecia lá. M. Moncharmin não conhecia uma nota de música, mas chamava o ministro da Educação e das Belas Artes por seu nome de batismo, tinha se dedicado um pouco ao jornalismo social e desfrutava de uma considerável renda privada. Por fim, ele era um sujeito encantador e mostrou que não lhe faltava inteligência, pois, assim que se decidiu a ser sócio adormecido da Ópera, escolheu o melhor gerente ativo possível e foi direto para Firmin Richard. Firmin Richard era um compositor muito distinto, que havia publicado várias peças de

