Pré-visualização gratuita O Mundo em Pânico em pandemia
O Mundo parou por conta de uma doença quem Neguem sabe de que surgiu só se sabe que foi de um Lugar da China.
Doença que vários países teve que fechar suas divisas para proteger sua população, fechar praças, comercios e muitos ficaram sem seus empregos pessoas que precisava da o sustento de suas famílias muitos dos países ajudaram sua população com auxílios para que eles não passarem por necessidades que ainda não tinha nem um estudo dessa doença que registraram como covid19 doença que em alguns dias estaria matando muita gente com Falta de ar que era o pior sintoma que ainda tinha falta de paladar, febre, dor de cabeça e Gripe doença que no Brasil o chefe de estado apelidou de gripizinha não respeitou a doença que com alguns dias deixaria milhares de pessoas mortas e um colapso nos hospitais nao preparou o país para superar essa doença não ajudou as pessoas com um auxilio digno como os outros países ajudaram as famílias um país que deixou a Saúde entrar em colapso com falta de cilindros de oxigênio pessoas sem atendimento querendo investir em um tratamento que cientistas falaram que não tinha eficácia que era a cloroquina mudando várias vezes os ministros da saúde porque os que estavam na pasta não aceitava a cloroquina como tratamento.
Um ano vivendo à sombra de uma pandemia; como os países lidaram com a Covid-19
Há exatamente um ano, OMS declarava pandemia de Covid-19; líder técnica do órgão analisa como os países se saíram nesse período.
Hoje, 11 de março, completa um ano desde que a Organização Mundial da Saúde declarou a Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, uma pandemia.
Nos primeiros meses de 2020, à medida em que a crise de saúde sem precedentes cruzou rapidamente as fronteiras – China, Itália, Espanha, Coréia do Sul, Japão e os Estados Unidos – ela começou a tomar a forma de uma ameaça global crescente. Algo além de uma epidemia.
Enquanto eu fazia pesquisas, fiquei surpreso ao saber que não havia uma definição universalmente aceita de “pandemia”. Mas um número crescente de especialistas médicos e funcionários da saúde pública com quem conversei estavam me dizendo que aquela situação cabia no contexto de pandemia.
Em termos gerais, uma pandemia é o surto de um vírus que pode causar doença ou morte, onde há transmissão constante desse vírus e evidência de sua disseminação em diferentes locais geográficos. Todos os pontos batiam.
Ainda assim, chamá-la de pandemia parecia importante e pesado. Não foi uma decisão que a CNN (ou eu, pessoalmente) tomamos levianamente – não queríamos deixar as pessoas em pânico – porque sentíamos que devíamos chamá-la como era. E então fizemos isso em 9 de março.
Alguns dias depois, a OMS adotou a mesma linguagem.
Para ser justo, a OMS vinha soando o alarme continuamente por quase seis semanas, desde 30 de janeiro de 2020, quando o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou a situação uma “emergência de saúde pública de interesse internacional” – o mais alto nível de alerta de saúde sob a lei internacional. A definição é “um evento extraordinário que pode constituir um risco à saúde pública para outros países por meio da disseminação internacional da doença e pode exigir uma resposta coordenada internacionalmente”.
Para este aniversário simbólico, conversei com Maria Van Kerkhove, líder técnica da OMS para resposta ao coronavírus, para refletir sobre o ano da pandemia e os seguintes.
Países diferentes, respostas diferentes, resultados diferentes
Van Kerkhove – que disse que a OMS tenta fazer pelo mundo o que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos fazem no país – me disse que o objetivo de uma emergência de saúde pública de interesse internacional é soar o alarme antes de realmente se tornar uma pandemia, quando ainda há tempo para tentar prevenir e se preparar de qualquer forma para o que está por vir. Há mais de um ano, a OMS vem tentando mudar a trajetória da pandemia por meio de seus especialistas, com orientação, aconselhamento e apoio, bem como conferências de imprensa frequentes.
Embora cada país tenha respondido à ameaça emergente de sua própria maneira, alguns levaram os primeiros alertas mais a sério, disse ela.
“Não se tratava de países ricos ou pobres. Era uma questão de experiência. Era sobre aqueles países que conheciam a ameaça que isso representava; eles atenderam aos nossos avisos”, disse Van Kerkhove. Essa experiência veio após lidarem com surtos infecciosos anteriores, como SARS, MERS e Ebola. E esses países rapidamente implementaram fortes medidas de saúde pública, mobilizaram agentes comunitários de saúde, agentes de rastreamento de contatos e técnicos de laboratório.
Van Kerkhove aponta lugares como Coreia do Sul, Japão e Nigéria – todos os quais conseguiram manter a transmissão deste novo vírus relativamente sob controle.
Para mim, a Coreia do Sul tem sido um dos exemplos mais claros de sucesso. O país relatou seu primeiro caso de Covid-19 em 20 de janeiro de 2020, horas antes de os Estados Unidos confirmarem seu primeiro caso, em 21 de janeiro.
Mas os dois países acabaram em lugares extremamente divergentes: os Estados Unidos têm mais de 29 milhões de casos reportados e mais de meio milhão de mortes. A Coreia do Sul? Menos de 100 mil casos e menos de 2 mil mortes. Não podemos descartar que os EUA têm uma população maior do que a Coreia do Sul, mas quando analisamos as mortes per capita, por 100 mil habitantes, os EUA têm mais de 161 em comparação com a Coreia do Sul, que tem três.
Van Kerkhove disse que a Coreia do Sul aprendeu lições com o surto de MERS em 2015. “O que eles aprenderam com isso foi reconstruir o seu sistema e melhorar a saúde pública, que foi utilizado durante esta pandemia”, disse ela.
Como exemplo, ela apontou o que aconteceu na cidade de Daegu, quando houve um grande surto ligado aos cultos da igreja em fevereiro. “Os números dos casos estavam aparentemente fora de controle”, disse ela. “E a Coreia deu a volta por cima”.
Como eles fizeram isso? Utilizando estratégia e equilibrando as ferramentas de que dispõem, disse Van Kerkhove. “Eles observaram a situação em que se encontravam. Eles aprimoraram a investigação sobre aglomeração. […] Eles aumentaram sua capacidade de triagem, a capacidade de teste. Eles usaram a quarentena de forma eficaz e controlaram o surto. Mas, em determinado momento, parecia quase impossível – e eles mudaram isso”, disse ela.
Ela acrescentou que outros países também mudaram as coisas, por exemplo, Camboja, Tailândia, Ruanda e África do Sul, mesmo com o surgimento de uma variante mais contagiosa por lá. “A resiliência das pessoas é o que é encorajador e inspirador”, disse ela.
O que sempre me impressionou é que, embora os surtos de doenças infecciosas geralmente destruam os países mais pobres, esse novo coronavírus afetou desproporcionalmente muitas das nações mais ricas do mundo. Considere que há cerca de 9 mil casos por 100 mil habitantes nos Estados Unidos. Compare com a Índia, onde há cerca de um décimo disso, mesmo o país tendo áreas com a maior densidade populacional do mundo.
Como dizem, o dinheiro não pode comprar tudo, principalmente uma boa saúde. “Você pode ter sistemas médicos realmente bons nos países, os melhores tratamentos do mundo. Mas isso não compensa os fundamentos da saúde pública”, disse Van Kerkhove.
Variantes e vacinas
Agora que estamos no segundo ano da pandemia, a cavalaria chegou na forma de vacinas. Mas com elas, um inimigo mais contagioso e, possivelmente, em alguns casos, mais mortal. Novas variantes do vírus estão dizimando cidades no Brasil; diferentes variantes ocorreram no Reino Unido e na África do Sul. E elas estão se estabelecendo nesse país também.
Isso pode ser resolvido fornecendo um melhor acesso à vacina para países pobres. De acordo com a People’s Vaccine Alliance, um grupo global de vigilância de vacinas, as nações ricas agora estão vacinando uma pessoa a cada segundo, enquanto a maioria das nações mais pobres ainda precisa administrar uma única dose.
Mas isso está mudando, graças à COVAX, uma iniciativa global que promove o acesso equitativo às vacinas contra a Covid-19 para as nações em desenvolvimento. Liderada pela OMS e outras organizações, a COVAX distribuiu 20 milhões de doses de vacina para 20 países na semana passada, durante o primeiro lote de distribuição, de acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. Um adicional de 14,4 milhões de doses de vacina está programado para sair esta semana para outros 31 países.
“Todos nós fazemos parte desta comunidade global. Cada vida neste planeta é importante”, disse Van Kerkhove. “Todos neste planeta merecem ser protegidos”.
A cada dose, o mundo está começando a ver alguma esperança. E os países que obedeceram às advertências da OMS e seguiram as orientações de saúde pública estão nos dando um vislumbre de uma vida pós-pandemia.
“Tenho vislumbres de esperança em muitos países ao redor do mundo”, disse Van Kerkhove, apontando para lugares como a Austrália, Nova Zelândia, China e o Japão. “Vejo sociedades que estão se abrindo. Vejo eventos esportivos acontecendo. Vejo uma comunidade resiliente, que está vivendo sua vida, que reduziu a transmissão a zero em algumas situações”.
Van Kerkhove, eu e muitos outros fomos humilhados por este vírus – que nos ensinou que ricos e pobres não importam, fronteiras não importam e que coisas inesperadas podem acontecer. Nós esperamos que todas as nações, mas especialmente as nações ocidentais, usem as lições infelizes que todos fomos forçados a aprender para colocar os sistemas em funcionamento para que estejamos em uma posição melhor para enfrentar o próximo evento inesperado, a próxima pandemia, o próximo patógeno infeccioso – porque certamente este não será o último.
Coronavírus: por que alguns países são mais eficientes que outros na luta contra a covid-19
Em 2019, um ranking global considerou que os EUA e o Reino Unido eram modelos a ser seguidos na preparação para uma pandemia; Nova Zelândia, China e Vietnã ficaram muito atrás.
Mas avancemos para 2021 e a pandemia de coronavírus parece ter mostrado que Índice de Segurança de Saúde Global da Fundação Bill e Melinda Gates errou f**o.
Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a pandemia foi descrita como fora de controle. Enquanto isso, a resposta draconiana da China foi exaltada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A Nova Zelândia foi outro país elogiado como exemplar e o Vietnã registrou apenas 35 mortes por coronavírus em uma população de 95 milhões.
Parece que alguns países que antes pareciam bem no papel reagiram m*l à pandemia na vida real, e outros que tinham deficiências em sua preparação se saíram melhor na luta contra a covid-19, mas o que explica isso?
King é uma das coeditoras de um novo livro que compara as respostas nacionais à primeira onda de coronavírus no início de 2020. Sessenta acadêmicos de 30 países da Ásia, Europa, África e Américas contribuíram com artigos.
Fazer comparações internacionais é notoriamente desafiador porque os países usam diferentes padrões para medir como estão se saindo.
A Bélgica, por exemplo, inclui casos suspeitos de covid-19 nas estatísticas de mortalidade, o que faz com que seu número total de mortes pareça maior do que em outros países. A Alemanha e a França sempre incluíram casas de repouso para idosos em seus números principais de mortalidade, enquanto no Reino Unido o foco está nos hospitais.
Comparar o número de casos é ainda mais complicado. Se você testar mais, encontrará mais casos, e a escala dos testes variou enormemente durante a pandemia, assim como as decisões sobre quem deve ser testado.
Também há nuances a serem feitas sobre a composição demográfica em cada país: enquanto mais de um quinto da população italiana tem mais de 65 anos, o que a torna mais vulnerável à covid-19, a população da África é muito mais jovem - o continente tem 19 dos 20 países "mais jovens" do mundo.
No entanto, parece que o que um governo fez — e talvez ainda mais importante a rapidez com que agiu — teve efeitos profundos nos resultados nacionais durante a primeira onda da pandemia.
Política e covid-19
Indo além da comparação puramente entre os resultados, a professora King e seus colegas querem entender como as políticas de saúde pública também foram influenciadas por outros fatores.
Dizem que fatores como sistema de governo (seja democracia ou autocracia), instituições políticas formais (federalismo, presidencialismo, etc.) e capacidade do Estado (controle sobre sistemas de saúde e administração pública) moldaram as respostas do governo à covid-19.
Quando a China tomou a medida sem precedentes de isolar 50 milhões de pessoas na província de Wuhan, em janeiro de 2020, por exemplo, alguns argumentaram que os regimes autoritários podem ter uma vantagem sobre as democracias em sua luta contra a covid-19.