Manu
4 dias depois....
- Sextou. - Ju gritou, pulando em cima de mim e depois começou a rebolar.
- Toda animadinha ela - falei rindo.
- Agora que eles sumiram, é nossa vez. - retrucou, fazendo cara de inocente.
Segunda, RF e MM estavam "normais", mas depois não falaram com a gente. Simplesmente sumiram, e,
já não tínhamos nada sério antes disso, agora então...
[17:47]
Bruna : Fala Paty, dei uns beijo no RF ontem, ele beija bem mesmo.
Mostrei pra Ju e caímos na gargalhada, Bruna simplesmente não cansava disso.
[17:49]
Eu : tá bom amor, beija mesmo viu? aproveita.
Eu ri, mas no fundo isso me deixou chateada. Ser trocada por uma f**a? Ah, não.
- Ah mana, não fica assim, ele é i****a. - Ju disse fechando a cara. - Se ele vier de gracinha pro seu lado, eu vou socar ele. Prometo.
Olhei pra ela, e eu sabia que sim, Júlia faria isso por mim, mesmo com toda essa história de "dono do morro" e etc.
[...]
- Manuela, era só um banho e uma roupa. - ouvi Ju gritando.
Eu estava vendo a roupa, mas não tinha por que me arrumar, não queria e, só ia dançar. Peguei um short jeans escuro cintura alta e um top branco.
Desci e vi a Júlia: simples mas absurdamente linda. Estava com um coque meio bagunçado, um short preto cintura alta e uma blusinha azul com uns arco-iris.
RF e MM, surpreendente, deram as caras e, momentos antes de sairmos, mandaram mensagens.
Bloqueei o celular e olhei pra Ju.
- Agora eles vem né, c*****o - soltou.
- Grita, vamos? - perguntei e ela assentiu.
Saímos de casa, trancamos tudo e fomos andando até a quadra onde rolava o baile. E, sem surpresa, estava cheio, mas não como sempre. Chegamos e logo vi os meninos, nos olhando, como de costume.
Não liguei, peguei um copão de tequila e coloquei várias outras paradas que eu nem sei o quê eram. E Ju me acompanhou, voltamos para a pista e começamos nosso show.
Um pouco depois, um vapor nos chamou pro camarote e acabamos indo.
- Cês podem ficar aqui. - MM disse olhando pra Ju, e RF ficava só me olhando, principalmente pra minha b***a.
Ju me chamou para encher o copo dela e fui. Enchemos com várias outras coisas que eu também não sabia o quê eram, e bebi. Fiquei meio tonta na hora, mas passou.
Chegando lá, vi uma cena que, sinceramente, não me surpreendia em nada: RF e uma menina em cima dele. Meu sangue ferveu, não tinha como negar, mas não podia fazer nada.
A gente não tinha nada, e mesmo se tivéssemos, não prometemos exclusividade.
Ele me viu e veio atrás, sabia que ia ouvir história, então sai do camarote e fui ficar na pista.
Comecei a dançar sozinha, não queria saber. Até sentir uma mão puxando meu braço.
- Solta meu braço. - disparei olhando pro RF.
- Deixa eu te explicar. - começou.
- Você não tem que explicar nada, nós não somos nada. - Cuspi as palavras e tentei sair, mas ele me segurou.
- Não é bem assim. - disse me encarando.
- Me solta. - e ele não me soltava.
E, do nada, vi a Ju chegando atrás dele, lhe cutucou, e, quando RF virou, como minha melhor amiga havia prometido, deu um soco na cara dele.
- Não ouviu que era pra soltar? - rosnou e veio pra perto de mim.
- Tá ficando maluca, Júlia? Eu sou o dono dessa p***a aqui. - retrucou vindo pra cima da Ju.
- Vai me bater? Vem então. - ela disse debochando da cara dele. Entrei na frente dela e olhei pra ele.
- Bate em mim então. Se quer bater nela, vai bater em mim também. - e fiquei encarando ele que só saiu de perto.
- p***a, Ju, moleque tá bolado lá. - MM disse, Ju apenas levantou as sobrancelhas pra ele.
- Mec então. - respondeu, virou e começou a dançar comigo.
[...]
Só acordei as 17h com alguém batendo na porta da casa, e como o sono da Ju é pesado, com certeza ela não iria levantar, então coloquei um blusão, e me arrastei até a porta da casa.
Abri ainda com dificuldade de abrir os olhos com a claridade, então vi ele, parado na porta, com a maior cara de cão sem dono.
- Fala, Rafael. - disparou
- Posso entrar? - e lançou um sorrisinho.
- Acho que você tá tão bem ai fora. - e devolvi o sorrisinho.
- Fala sério, Manuela, foi só um beijo. - disse. Cruzei os braços e fechei a cara.
- Não tenho nada com isso, e foi um pega. - rebati encarando ele.
- Ok, foi só um pega, Paty. - devolveu e ficou me olhando.
- c*****o, jura? Se você não tivesse me falado... Eu nem ia saber, sério. Posso entrar agora? - queria dormir, talvez chorar.
- Manuela, para com isso. - bufou. - Cê tá ligada que eu gosto de ti. Eu fiquei com ela por ficar, irmão, mas eu queria era ter ficado contigo. - disse.
- Não queria e fez. Vai embora, Rafael. - e sai.
Realmente esgotada, sentei no sofá e chorei, quando Ju desceu, me viu em prantos, correu e ficou abraçada comigo.
- Vai se arrumar - disse, levantando e limpando minhas lágrimas. - Vamos pro baile.
Tomei banho, lavei meu cabelo e joguei muita água no rosto, sequei meu corpo e depois meu cabelo, escovei os dentes e fui pegar uma roupa. Escolhi um short cintura alta, e um cropped preto de renda, passei um lápis e rímel, me olhei no espelho e gostei do resultado.
- Falatu. - falei pra Ju com um sorrisinho.
- Tá linda, amiga, que bom que melhorou. Agora bora. - disse e foi abrindo a porta.
[...]
Chegamos no baile e hoje sim, estava lotado.
- MM me chamou pra ir pro camarote, anima? - Ju chamou.
- Pode ir, eu fico aqui, tranquilo. - respondi, ela assentiu e foi.
Fui direto pro meio da pista dançar, ou tentei, já que alguém simplesmente me virou pra trás e me beijou, o que também não durou muito, já que quem me beijava foi jogado no chão. Pelo RF.
Eu apenas olhei pra ele, totalmente sem entender. RF veio e entrelaçou nossos dedos, segurando minha mão com força.
- Essa daqui, é a minha mina. Ninguém vai relar um dedo nela. E se vier de gracinha, pra beijar ela, tá morto. Beijar ela é assinar a própria certidão de óbito. E quem ver problema nisso, vem resolver comigo, c*****o. - rosnou e me olhou sério. - Bora. - disse me puxando.
- Rafael? Tá maluco? - disparou, olhando séria pra ele e puxando minha mão.
RF apenas suspirou tentando se acalmar, e voltou a me puxar pra casa. Pra casa dele.
[...]
- Fala, quero voltar pro baile. - e fui cruzando os braços.
- Vai voltar pra lugar nenhum não. Tá doida? - soltou revirando os olhos e veio me beijar.
E eu deixei.
- Não gostei de te ver agarrada com aquele cara. - disse me abraçando.
- Também não gostei de te ver beijando a menina. - respondi. - Acho que vou pra casa. - falei levantando.
RF foi mais rápido e me puxou, me fazendo cair em seu colo.
- Dorme aqui hoje. - disse. - Comigo. - assenti.
Subimos, tomei meu banho e coloquei uma blusa dele.
- Rafael - soltei, lembrando da mensagem da Bruna.
- Hum.
- Você pegou a Bruna? Tipo, dois dias atrás? - perguntei, me preparando pra resposta.
- Tá maluca? Que nojo, Manuela. - respondeu e eu ri.
- Gosto assim. - e deitei em cima dele.
Ele ficou fazendo carinho em mim e eu já estava quase dormindo quando lembrei.
- Tá acordado? - perguntei, ainda em cima dele. RF murmurou um "prossiga". - O quê é ser sua mina?
- Ah Manu.... Deixa quieto. - respondeu.
- Não me enrola. - retruquei.
- Eu gosto muito de você, é só isso. - RF disse e beijou minha testa.
- Eu também gosto muito de você, bobão. - respondi e beijei ele.