CAPITULO 22

964 Palavras

Capítulo 22 — Nilo Acordei antes das seis. Cheiro de café e cigarro. Barulho de moto subindo o morro. Rádio do vizinho ligado no noticiário de sempre: polícia, tiro, trânsito. Rotina. Levantei, lavei o rosto, botei a primeira camisa que vi no chão. Desci os dois lances de escada da casa da minha mãe com a chave do carro girando no dedo. Já tinha gente me esperando no portão. — Bom dia, patrão — o moleque falou, sem olhar no meu olho. — Bom dia nada. Cadê o que eu pedi? Ele me entregou um saco pardo. Contei por cima. Tava certo. — Some. Ele sumiu. Subi a viela. Cumprimentei dois, ignorei três. Na boca, os meninos já tavam acordados. Soldado dorme pouco. — E aí? — perguntei pro mais novo, que tava com olheira até o pé. — Tudo certo. Movimento fraco de madrugada, mas já tá aquece

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