5° Capítulo - A proposta!

1252 Palavras
Eu não aguento, e dou uma risada. Ele puxa os cantos da boca, como se quisesse me acompanhar. — Eu estou surpresa, porque eu pensei que você não tivesse senso de humor! – ele limpou a garganta antes de me responder. — Não foi uma brincadeira — ele veste uma feição preocupada. Um longo minuto se passou, e ele ainda continuava com uma expressão séria, esperando uma resposta de mim. Então minha ficha caiu. Ele realmente estava falando sério. — Isso é patético...! — Mas... — Eu nem conheço você, você ficou maluco? — é por isso que é perigoso aceitar convite de estranhos. — Me deixe explicar? — ele pediu, parecendo achar graça do meu estado de alerta. — Seria uma fachada. — Fachada? — Sim. — Em que mundo você vive? — ele ri. — As pessoas fazem isso as vezes, é normal — isso não é normal pra mim. — Eu gostei de você. — Ah, tá, pelo os dois minutos que conversamos?! — perguntei com deboche. — Você parece ser uma boa pessoa, não vejo maldade em você. — Ele suspirou, coçando a nunca. — Eu acho melhor eu ir embora... — olhei ao redor, a saída não estava tão longe. — Não precisa ter medo, é só uma conversa amigável — ele deu de ombros, e eu estreitei os olhos para ele. — Você é um esquisito que está falando coisas esquisitas pra mim. — Não precisa me ofender — ele ri. — Falo sério, as pessoas fazem isso o tempo todo. — Eu acho que você está desesperado, e não pensou direito. Isso pode acabar em sérios problemas com seus pais, ao invés de te ajudar, não importa quem escolha para essa besteira — cruzo os braços, e ele estreita os olhos para mim. — Vai ser por pouco tempo, já tenho tudo planejado — eu segurei uma risada. — Ninguém que se preze aceitaria esse absurdo! — Ele acha graça. — É por um bem maior, Lili — ele sorre. — É só juntar meus interesses com os de outra pessoa, e então o acordo estará feito. Lembra que você concordou comigo na outra noite? Tudo o que basta é respeito e comunicação, mesmo que não haja amor. — Olha, não precisamos passar por isso — Ele não teria problema algum para arranjar uma namorada de verdade. Ele ficou apenas me observando, parecia que queria falar algo. — Gosto da sua sinceridade. — Reviro os olhos. Não será com elogios que ele me fará mudar de ideia. — Já conheceu alguém antes e teve a sensação que a conhecesse há muito mais tempo? — Hershel veio a minha mente no mesmo segundo. — Meu chefe, o considero como um pai... — Ele assentiu. — Sinto isso com você — eu franzi o cenho. — Como assim? — ele sorriu outra vez. — Não sei. Eu olho pra você, e me sinto confortável para conversar. — Legal, mas isso não justifica sua ideia absurda. Pode me convidar pra ser sua amiga, isso eu não negaria — lhe dou um sorriso. — Amigos ajudam um ao outro, e você está me negando ajuda. — Na verdade, eu estou sendo uma boa amiga te avisando que isso vai dar em merda... — Eu não tenho muitas alternativas. — Então espero que a sua lista de pretendentes seja maior, porque minha resposta é 'não' — termino de comer, e me ocupo bebendo o suco, e lhe lançando um olhar de deboche. Eu ainda acreditava que era uma piada, só podia ser. Onde que esse cara lindo, elegante e boa pinta, inventaria uma ideia como essa? — Só pensei em uma pessoa para essa lista — ele suspirou. — Por que não liga pra uma ex-namorada? — pisquei pra ele. — Eu não tenho ex-namorada — suspiro frustrada, até nisso não conseguia acreditar. — Lili, seria por pouco tempo, nós... — ele se curva na mesa. — Não, Henry, já chega, isso é ridículo! — estava ficando nervosa. — Não é nada demais... — Você está louco, você nem me conhece! Como você pode confiar essas coisas para uma estranha? — Me deixa explicar melhor — eu estava quase pulando da cadeira, mas me segurei para ouví-lo. Estava me tremendo toda. — Eu disse antes, e pode soar estranho, mas eu me sinto à vontade com você, e não tenho nenhuma explicação que descreva melhor isso. Tudo acabaria discretamente e ninguém suspeitaria de nada, cada um seguiria seu caminho, e não se preocupe, eu te recompenso da forma que achar que mereça, é só me dizer seu preço, e faremos um acordo. — Pode parar! — levantei num sobressalto. Encarei a saída do restaurante, pronta para fugir daquela situação, mas ele se pôs na minha frente. — Se acalme, não me entenda errado! A última coisa que quero é te ofender... — Eu já disse que não. — Enfiei minhas mãos no bolso do casaco, enquanto ele parecia preocupado com os olhares alheios. — Por favor, pelo menos pense. Não te pediria para fazer nada que fosse desconfortável pra você. Seria apenas jantares e talvez alguns eventos, no máximo lhe pediria apenas três meses. — Apenas três meses mentindo? Três meses não são três dias! — Eu sei, Lili. — Não, Henry, sinto muito. — Qual é o seu medo? — se aproxima. Ironicamente nós já estávamos interpretando um clima de briga como um casal de verdade. — Eu tenho meus princípios. — Falei de forma óbvia. — Não vou me meter nas confusões de alguém que não conheço, tudo pode acabar muito m*l, principalmente para mim. Gostaria muito de poder te ajudar, mas isso extrapola qualquer limite. Como eu disse antes, é patético. Não pode brincar com os outros com uma ideia i****a de filme de comédia romântica, e simplesmente perguntar o meu preço! — Eu sei que é honesta, eu vejo isso em você. E me desculpe pela forma que falei. Eu só quis oferecer algo em troca — suspirei cansada do assunto, acenando negativo, olhando para meus pés. — Olha, eu te levo pra casa, você descansa, dorme, e amanhã você me dá uma resposta definitiva. — Senhor — o garçom lhe entrega a conta, e ele paga rapidamente. Ele faz sinal para sairmos juntos do restaurante, e eu ando longe dele. — Isso é ridículo. — Eu segui o caminho de casa, e ele veio atrás. — Eu não disse que era uma ideia brilhante. — Prefiro que você entre no seu carro e vá embora, finja que nunca me conheceu, eu não vou contar pra ninguém mesmo. — Pensei na alternativa. — Eu agradeço, mas estou realmente interessado em você... — Que merda ele estava dizendo? — Por que não arranja uma namorada de verdade? É tão mais simples e menos complicado! — paro e cruzo os braços, brava e nervosa. — Eu não gosto de ninguém assim. Acha que não pensei nisso? — me enfureço e volto a andar. — Lili... — Esse tipo de coisa só dá certo em filmes, e, na verdade, nem isso, no fim todos descobrem a mentira! — Eu prometo que será por pouco tempo. Três meses no máximo. É o tempo de eu convencer o meu pai de me entregar a presidência da empresa. – Meu prédio já estava perto, para meu alívio. — Então tudo isso é por uma empresa? Você é mesmo um filhinho de papai... — ele me agarra pelo o braço, e me puxa.
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