Logo após ouvir um “entre” abafado do outro lado da porta, girei a maçaneta e adentrei devagar. Caminhei até a sala de estar, o encontrando sentado no sofá com seu inseparável copo de uísque. Por que ele estaria bebendo uma hora dessas? Seria um hábito seu após o trabalho, ou o seu dia foi estressante? Subi os olhos até seu rosto, e nele havia um sorriso cansado. Acabei soltando uma risada, o que o fez sorrir mais. — Podia ter oferecido o André para lhe buscar no shopping e te levar pra casa, mas eu não iria deixar escapar uma oportunidade de te ver... — bebe o restante do líquido, e se levanta, deixando o copo na mesa de centro. Caminha até mim com um pequeno sorriso ainda ali, e eu fiquei apenas existindo, boba com aquela visão. Ele era tão encantador. — Dorme aqui hoje? — Eu não

