O meu corpo todo tremia, minha garganta parecia se fechar, e meus olhos transbordavam, encarando nada além da escuridão do sótão. Os passos pesados e destrambelhados dele pela casa não cessavam, me deixando totalmente alerta, impedindo-me de me entregar ao sono. Imagino que já se passava da meia-noite. — LILY! — meu coração bate mais forte no peito. Ele estava perto da porta, achei que estivesse me escondido à tempo dele não ter me visto quando chegou alterado outra vez, mas talvez o rangido da fechadura tivesse denunciado minha localização, mesmo que ele parecesse tão bêbado como da última vez. Suspiro, fazendo outra nuvem de poeira me inebriar. Prendo um espirro, tentando ir para mais fundo no meio daquelas tralhas antigas, me arrastando pelo o chão. Meu pé bate em alguma coisa, e e

