Dou passos na direção da calçada, decidida à voltar pra casa sozinha, mas ele me impede, me puxando pelo o braço. — Não vou deixar você ir sozinha – ele insistiu. — Você não tem que deixar nada! – eu estava tão nervosa que não medi o tom de voz. Ele franzio a testa, mantendo seu olhar firme. — Tem algo que está escondendo de mim? – suspirei, ainda mais revoltada. — Por que você acha que tem autoridade sobre mim? – ele solta o meu braço devagar. — Não tenho que te falar nada, e você está sendo rude. – Me viro para voltar a caminhar, e ele novamente me impede. — Desculpe, mas eu te disse, você tem a mim, me deixe ser um bom amigo, me deixe ficar do seu lado... – falou manso. Por que ele estava novamente insistindo nisso? — Ser um bom amigo inclue dar espaço. – Mantenho meu tom sério.

